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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Influenciador é acusado de usar IA para colocar jovens de minissaia em fotos dentro de igrejas evangélicas

Um influenciador digital está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo suspeito de usar inteligência artificial (IA) para manipular imagens de jovens evangélicas e produzir conteúdos com conotação sexual em ambientes religiosos da Congregação Cristã do Brasil (CCB).

Jefferson de Souza, de 37 anos, que produz conteúdos de humor nas redes sociais e é conhecido por imitar o apresentador Silvio Santos, é suspeito de utilizar a técnica conhecida como deepfake, que permite criar ou alterar fotos, vídeos e áudios com aparência realista. Em depoimento, ele negou as acusações.

Segundo informações do g1, os conteúdos eram publicados no canal do YouTube "Humor do Crente", que soma mais de 11 mil inscritos, além de perfis no Instagram, Facebook e TikTok.

As investigações tiveram início em fevereiro, após uma estudante de 16 anos e seus pais procurarem a polícia para denunciar o caso. A família acusa o influenciador de ter manipulado e erotizado a imagem da adolescente.

De acordo com o relato, a foto original foi feita em 2025, em frente ao altar de uma igreja da CCB, em São Paulo. Na imagem, a jovem aparece usando vestido abaixo dos joelhos e salto alto. Após a edição, ela surge ao lado de outras três mulheres, duas delas vestindo minissaias, trajes considerados inadequados para o ambiente religioso.

"Ele pegou a minha foto sem autorização e fez uma montagem com inteligência artificial, com as mulheres sensualizando na frente e [comigo] junto a elas", disse a menina.

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Inicialmente, o caso foi registrado como simulação de cena de sexo ou pornografia envolvendo menor de 18 anos por meio digital, conforme o artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cuja pena varia de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa. Com a identificação de outras possíveis vítimas, o influenciador também passou a ser investigado por suspeita de difamação.

Outra jovem relatou ter sido alvo do mesmo tipo de manipulação. Segundo ela, uma foto em que aparecia vestindo roupas discretas dentro da igreja foi transformada em um vídeo em que surge usando minissaia.

O que diz o influenciador

Até o momento, Jefferson de Souza não se pronunciou publicamente sobre o caso. Em depoimento à polícia, por carta precatória, ele admitiu utilizar imagens de jovens evangélicas retiradas das redes sociais e ferramentas do TikTok para animar e modificar os registros, transformando-os em vídeos.

Apesar disso, afirmou que não associou a imagem da adolescente a conteúdos pornográficos ou sexualizados.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o próprio influenciador comentou sobre o comportamento de jovens nas igrejas e explicou parte do processo de produção dos conteúdos.

"Algumas mostram o rosto, mas mostrando a outras partes também. E hoje em dia as roupas que as irmã usam são roupas que marcam o corpo. Eu acho assim, não tem nada a ver, tudo bem, cada um com a sua vida, mas eu não acho certo fazer filmagem dentro da igreja", critica. 

"Porque eu gravo os vídeos que eu falo da Congregação. Que eu coloco a imagem da CCB aqui atrás, que eu canto, que eu brinco. Aí eu tenho um canal (...) . Pego a foto, as irmãs postando foto de costa, aí eu jogo na IA, a IA faz dançar. E eu faço isso. E eles falam que eu estou manchando a obra de Deus, que eu estou colocando mulheres seminuas. Mas não é, pessoal. Tem algumas que eu coloquei lá, mas é uma forma de chamar atenção para poder ganhar seguidores".