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segunda-feira, 20 de abril de 2026

MC Ryan SP pede valor exorbitante em esquema milionário de casa de apostas; ouça áudio

O cerco da Polícia Federal contra um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo apostas online ganhou novos desdobramentos após a divulgação de áudios comprometedores atribuídos a MC Ryan SP, que foi detido na última quarta-feira (15).

As gravações, exibidas no programa ‘Fantástico’, mostram o cantor negociando valores para divulgação de casas de apostas, com cifras que chegam a R$ 400 mil por publicação. Nos diálogos, Ryan orienta o contador Rodrigo Morgado sobre os valores cobrados:

“Já que é seu amigo, eu cobro R$ 300 [mil]. Mas se não for muito seu amigo, pode falar que é R$ 400 [mil]”, diz.

Em outro momento, ele também comenta resultados obtidos com divulgações anteriores. “Nunca é bom falar dos resultados das plataformas, tá ligado? Na época do Tigrinho estava bom mesmo, eu estava arregaçando”, completa.


As conversas endossam as suspeitas da investigação, que aponta o funkeiro como líder e principal beneficiário econômico de uma engrenagem criminosa. Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia a mistura de recursos ilícitos, oriundos de rifas clandestinas e jogos ilegais, com receitas legais, como cachês de shows e contratos publicitários.

Movimentação bilionária

De acordo com os investigadores, a organização teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. Para dificultar o rastreamento, os valores eram fracionados e repassados por empresas intermediárias antes de serem reinseridos no sistema financeiro.

Além disso, a PF aponta que MC Ryan utilizava empresas do setor de entretenimento para dar aparência legal às movimentações. Parte do patrimônio também teria sido transferida para familiares e operadores financeiros, numa tentativa de blindagem. Entre os bens adquiridos com os recursos estariam imóveis, carros de luxo e joias.

A operação, batizada de Narco Fluxo,  também resultou na prisão MC Poze do Rodo e de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei. Segundo a investigação, o influenciador teria recebido “altos valores diretamente” de Ryan e atuado na divulgação de plataformas de apostas, além de ajudar a conter crises de imagem. Já Poze aparece vinculado a estruturas financeiras ligadas à circulação do dinheiro investigado.

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