O ex-zagueiro Ricardo Rocha, campeão do mundo com a Seleção Brasileira na Copa de 1994, foi liberado após ter sido preso na manhã de quarta-feira (10) no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro.
O ex-jogador se preparava para embarcar para os Estados Unidos, país que recebe partidas da Copa do Mundo, quando foi abordado em cumprimento a uma ordem judicial expedida pela Justiça do Ceará.
Segundo a defesa, a liberação ocorreu após a quitação da dívida que motivou a prisão.
Prisão foi motivada por débito de pensão alimentícia
A ordem de prisão foi expedida pela 16ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza, vinculada ao Tribunal de Justiça do Ceará.
De acordo com os autos do processo, Ricardo Rocha possuía uma pendência relacionada ao pagamento de pensão alimentícia. O débito ultrapassava R$ 2,4 mil, conforme atualização registrada em dezembro de 2024.
A decisão judicial previa que o ex-atleta poderia ser colocado em liberdade antes do prazo máximo de 45 dias caso realizasse o pagamento integral do valor devido.
Após a regularização da situação, a ordem foi revogada e o ex-jogador deixou a prisão.
Defesa cita divergência sobre valores
Em nota divulgada nas redes sociais de Ricardo Rocha, a defesa afirmou que o episódio teve origem em uma divergência relacionada aos valores cobrados no cumprimento da decisão judicial.
Segundo os advogados, a questão foi imediatamente apresentada ao Poder Judiciário para esclarecimento.
“Em razão das notícias veiculadas nesta data envolvendo o nome de Ricardo Rocha, sua defesa vem esclarecer que o episódio decorreu de uma divergência relacionada aos valores apontados no cumprimento de decisão judicial, questão que foi imediatamente submetida à análise e esclarecida perante o Poder Judiciário”, informou a nota.
Ex-jogador lamenta exposição do caso
Ainda no comunicado, a defesa afirmou que, após os esclarecimentos apresentados, a medida foi rapidamente revogada.
“Após os esclarecimentos apresentados pela defesa, a medida foi prontamente revogada, restabelecendo-se a normalidade da situação”, destacou.
Ricardo Rocha também lamentou a divulgação do caso antes da conclusão dos trâmites judiciais.
“Ricardo Rocha lamenta que uma questão de natureza estritamente processual, envolvendo informações protegidas por segredo de justiça, tenha sido exposta de forma precipitada e com enfoque sensacionalista”, diz outro trecho da nota.
No comunicado, o ex-jogador reforçou que permanece à disposição da Justiça e destacou que sempre pautou sua trajetória pelo cumprimento de suas obrigações.
“O ex-atleta sempre pautou sua trajetória pelo respeito às instituições, transparência e cumprimento de suas obrigações, permanecendo à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos cabíveis”, conclui a nota.
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Reconhecimento de paternidade
A disputa judicial envolvendo Ricardo Rocha e sua filha reconhecida legalmente teve início em 2024, quando o ex-jogador confirmou a paternidade de Victória Valente, então com 24 anos.
A partir da decisão, diferentes questões passaram a ser discutidas na Justiça, incluindo o pagamento de pensão, o relacionamento familiar e a divisão de responsabilidades financeiras.
Em 2025, a mãe de Victória alegou que o ex-atleta não estaria cumprindo integralmente os compromissos estabelecidos judicialmente em relação à filha, que possui deficiência.
A situação se tornou ainda mais complexa após a internação de Victória em uma clínica especializada em saúde mental. Segundo relatos apresentados no processo, o tratamento gerou custos próximos de R$ 12 mil, valor que, de acordo com a acusação, não teria contado com participação financeira de Ricardo Rocha.
Na ocasião, a defesa do ex-zagueiro afirmou que todas as obrigações previstas em acordo estavam sendo respeitadas. Os representantes também sustentaram que a decisão sobre a internação teria sido tomada sem que o ex-jogador fosse previamente informado.
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