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sábado, 27 de junho de 2026

Polícia revela se corpo de advogado encontrado morto após recomendar a prisão do próprio cliente tinha lesões

O advogado Rodrigo Pantaleão, que viralizou após concordar com a condenação do próprio cliente durante uma audiência, foi encontrado morto em casa

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que o corpo do advogado Rodrigo Pantaleão, de 53 anos, não apresentava sinais de lesões que indicassem a ocorrência de um crime. O profissional foi encontrado morto dentro de casa, no bairro Itacorubi, em Florianópolis, na quinta-feira (25). 

Segundo os investigadores, o imóvel também não apresentava indícios de invasão. A principal hipótese inicial é de morte natural, embora outras possibilidades ainda não tenham sido descartadas. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital. 

Laudo ainda é aguardado

De acordo com a Polícia Civil, as primeiras informações apontam que Rodrigo já estava morto havia alguns dias quando o corpo foi localizado. Moradores acionaram a Polícia Militar após perceberem um forte odor vindo da residência.

Equipes das polícias Civil e Científica realizaram a perícia no local, e o laudo necroscópico deverá apontar a causa da morte. Até o momento, as autoridades não divulgaram o que provocou o óbito. 

Caso ganhou repercussão

Rodrigo Pantaleão ganhou repercussão nacional no fim de maio após, durante uma audiência virtual, concordar com o pedido do Ministério Público pela condenação do próprio cliente, acusado de tráfico de drogas.

“Em alegações finais, Vossa Excelência, a defesa corrobora com as afirmações exaradas pela Promotoria de Justiça, nada mais’’, ele afirmou na ocasião.

A juíza responsável pelo caso recusou a manifestação, considerou que o réu estava sem defesa adequada e determinou que outro advogado fosse nomeado para atuar no processo. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Santa Catarina também abriu apuração sobre a conduta profissional do defensor.

Posicionamento da OAB

Em nota, a OAB-SC lamentou a morte do advogado e informou que acompanha as investigações. A entidade afirmou que cobrará uma apuração rigorosa caso surjam indícios de que a morte tenha relação com o exercício da advocacia.

Até o momento, porém, a Polícia Civil informou que não foram encontrados elementos que indiquem violência ou participação de terceiros, enquanto aguarda o resultado dos exames periciais para concluir a investigação. 

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Investigação continua

A Polícia Civil ressaltou que a causa da morte somente poderá ser confirmada após a conclusão dos laudos periciais. Até lá, o inquérito permanece em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso.