A Seleção Brasileira encara o Japão nesta segunda-feira (29) pela fase de 16avos da Copa do Mundo. No elenco japonês, dois jogadores já foram acusados de estupro, mas seguem atuando normalmente.
Os dois casos ocorreram em 2024. O primeiro foi o do atacante Junya Ito, que marcou um dos gols do Japão na goleada por 4 x 0 diante da Tunísia, pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial.
Segundo informações da imprensa local, duas mulheres denunciaram Ito, afirmando que ele cometeu abuso sexual contra elas em um hotel em Osaka, cidade do Japão, enquanto estavam embriagadas. A seleção japonesa cortou o atacante de uma convocação na época, mas depois ele voltou a atuar.
Depois, Junya Ito fez uma queixa contra as duas mulheres, acusando-as de falsas denúncias. Em agosto de 2024, o Ministério Público do Japão decidiu não dar andamento ao caso, alegando falta de provas.
Outro jogador também em 2024
O volante Kaishu Sano também foi outro atleta da seleção japonesa envolvido em um caso de estupro. Diferentemente do primeiro, o jogador chegou a ser preso pela polícia de Tóquio, acusado de ter violentado uma mulher de 30 anos.
Um ano depois, Sano voltou à seleção e se desculpou pelo ocorrido. "Peço sinceras desculpas por ter causado transtornos e preocupações a tantas pessoas por causa das minhas ações. Daqui para frente, pretendo continuar demonstrando, por meio das minhas atitudes, palavras e tudo o que eu puder fazer, meu comprometimento, além de contribuir para a sociedade também fora dos gramados."
O processo foi encerrado sem condenação do jogador, e ele foi liberado pelas autoridades para seguir jogando futebol. Publicamente, o treinador do Japão, Hajime Moriyasu, perdoou Sano e explicou por que deu uma nova chance ao volante.
"Tenho acompanhado sua trajetória o tempo todo e, após conversar pessoalmente com ele, senti fortemente que ele está verdadeiramente arrependido. Perguntei a mim mesmo se deveríamos simplesmente excluir alguém da sociedade ou do mundo do futebol por ter cometido um erro. Decidi que seria melhor, como uma família, oferecer a ele uma oportunidade de recomeçar", disse o técnico.
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