A família da brasileira Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, vive dias de sofrimento e incerteza após a confirmação de sua morte em meio aos terremotos que atingiram a Venezuela.
Além da perda, os parentes enfrentam agora a dificuldade de recuperar o corpo da vítima, que permanece desaparecido sob os destroços de uma unidade hospitalar que desabou durante a tragédia.
Natural de Brasília, Vanessa estava em Caracas quando os tremores começaram. Segundo relatos da família, ela sobreviveu ao desmoronamento da casa onde vivia com o companheiro, mas sofreu ferimentos e precisou ser levada para atendimento médico.
O namorado da brasileira conseguiu retirá-la dos escombros e a levou para um hospital da região. No entanto, antes que pudesse receber os cuidados necessários, o hospital também foi atingido pelos efeitos do terremoto e acabou desabando.
Desde então, o corpo de Vanessa não foi localizado, aumentando a angústia dos familiares, que aguardam informações das equipes de resgate.
Em entrevista ao Metropóles, parentes relataram preocupação com a possibilidade de não conseguirem trazer os restos mortais da brasileira para o Brasil, o que dificultaria a realização de uma despedida e do sepultamento junto à família.
Até a tarde desta sexta-feira (26), o corpo de Vanessa Zacarias da Silva ainda não havia sido encontrado pelas equipes que atuam nas operações de busca e resgate na Venezuela.
“A gente só quer poder trazer minha irmã para casa. É muito doloroso viver esse luto sem saber quando vamos conseguir nos despedir dela”, desabafou Marcela.
Natural do Gama, no Distrito Federal, Vanessa Zacarias da Silva havia se estabelecido em Caracas há alguns meses, onde vivia ao lado do namorado. A história do casal começou há cerca de uma década, período em que a brasileira trabalhava como modelo no México e conheceu o companheiro venezuelano.
Segundo familiares, Vanessa mantinha uma rotina entre diferentes países. Enquanto seguia com os compromissos profissionais no México, ela também fazia viagens frequentes ao Brasil para visitar parentes e passava temporadas na Venezuela.
A modelo construiu uma trajetória marcada pela proximidade com pessoas queridas em diferentes lugares, conciliando trabalho e relações familiares.
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