O nome da influenciadora Virginia Fonseca voltou aos holofotes após ser mencionado em uma investigação da Policia Federal. O caso, que conta com movimentações financeiras ligadas ao seu nome e empresas associadas, ganhou ainda mais notoriedade depois da Revista Piaui publicar uma reportagem.
Conforme a reportagem, a investigação tem o objetivo de apurar a legalidade de operações financeiras ligadas à loira, "bem como a origem dos recursos movimentados, a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro."
Além disso, a revista aponta que os documentos analisados levantaram questionamentos sobre movimentações financeiras envolvendo a Talismã Digital. De acordo com a publicação, entre março e setembro de 2024, a empresa da loira teria recebido R$ 22,4 milhões, grande parte proveniente de transações via PIX e TED. O volume da operação chamou a atenção porque o principal depositante do dinheiro está enquadrado no Simples Nacional, regime tributário voltado a empresas de menor porte.
A reportagem ainda dá detalhes de informações que envolvem a Wpink Suplementos Nutricionais e a Wepink Cosméticos. No caso da marca de suplementos, a revista aponta que um relatório enviado ao Coaf apontou movimentações entre janeiro e março do ano passado. Os créditos registrados na conta da empresa somaram R$ 43,6 milhões no período, enquanto os débitos chegaram a R$ 43,5 milhões. Ainda de acordo com a Piauí, o relatório apontava que o volume movimentado aparentemente não seria compatível com o faturamento mensal informado pela empresa.
Já a marca de beleza, a reportagem diz que o Coaf recebeu alertas sobre movimentações consideradas suspeitas envolvendo a Savi Cosméticos S.A. (razão social da WePink). A Piauí ainda afirma que entre novembro de 2023 e maio de 2024 foram identificadas 190 operações que somaram cerca de R$ 502 mil, feitas por meio de depósitos efetuados em caixas eletrônicos, em diferentes agências bancárias. O padrão fragmentado das operações chamou a atenção do sistema financeiro por apresentar uma dificuldade no rastreamento da origem dos recursos.
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Os advogados da famosa, que foram procurados pela equipe da revista, negaram as irregularidades, citaram emissão de notas fiscais e declaração aos órgãos competentes, além de apresentarem justificativas para as movimentações apontadas nos relatórios.
