A delegada Raquel Gallinati comentou na última sexta-feira (17) os novos desdobramentos após a perícia concluir que a bebê Helena Rodrigues Almeida, de apenas 10 meses, não morreu em decorrência de violência sexual, mas por lesões compatíveis com esmagamento da região abdominal.
Durante a análise, a delegada apontou que a mãe de Helena deve ser investigada, por negligênciar os cuidados da filha.
Segundo a especialista, esse tipo de trauma pode provocar sangramentos na região genital ou anal em razão do rompimento de vasos sanguíneos, sem que isso, isoladamente, comprove a ocorrência de abuso sexual. Ela ressaltou ainda que, em bebês, a fragilidade dos tecidos torna esse tipo de lesão mais provável após um impacto intenso.
“A perícia apontou que a bebezinha não morreu em decorrência de violência sexual”
Durante a análise do caso, Gallinati destacou que a conclusão do laudo não encerra as investigações, já que a morte de uma criança de apenas 10 meses exige a apuração da conduta dos adultos que estavam responsáveis por ela.
“A perícia apontou que a bebezinha não morreu em decorrência de violência sexual. Segundo informações que foram divulgadas, a causa da morte estaria relacionada a lesões provocadas porque o corpo da bebezinha foi esmagado.”
A delegada explicou que a investigação agora deve esclarecer como o trauma ocorreu e se houve falha no dever de proteção da criança.
Delegada defende apuração da conduta dos responsáveis
Gallinati afirmou que, por depender totalmente dos adultos para sobreviver, Helena precisava estar sob proteção constante. Segundo ela, a investigação deverá verificar se houve omissão por parte das pessoas que estavam com a bebê no momento dos fatos.
“Mas isso não encerra a investigação, porque uma criança de apenas 10 meses depende totalmente de um adulto para sobreviver. Quem tinha a responsabilidade de protegê-la naquele momento era a mãe. Por isso, a conduta dela precisa ser rigorosamente apurada, porque existem indícios de que essa proteção não existiu.”
A delegada acrescentou que as autoridades devem esclarecer por que quem estava com a bebê deixou de agir diante da situação.
“A investigação deve esclarecer por que quem estava com a bebê naquele ambiente deixou de agir quando tinha o dever de protegê-la. A verdade precisa ser completamente esclarecida e deve haver responsabilização criminal de todos os envolvidos. Como eu disse na outra análise, é desconfortável, mas, neste caso, a mãe também deve ser investigada.”
Investigação continua
Apesar da conclusão pericial sobre a causa da morte, o caso segue sob investigação. As autoridades apuram as circunstâncias em que Helena sofreu as lesões e se houve omissão ou outras condutas criminosas por parte dos adultos presentes no apartamento no dia da morte.
A responsabilização dos envolvidos dependerá da conclusão do inquérito e da análise das provas reunidas pela Polícia Civil.
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