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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Flávio Bolsonaro recusa escolta e proteção da PF e cita risco de policiais infiltrados em campanha

Senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou usou seu perfil no X, antigo Twitter, neste final de semana para anunciar que vai recusar a proteção da Polícia Federal durante o período de campanha eleitoral. Em post no domingo (19), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiu à ativação da estrutura nacional preparada pela PF para proteger os candidatos à Presidência.

Serão destinados R$ 95 milhões à operação, que poderá mobilizar até 458 agentes e atender simultaneamente a 10 candidaturas.

No entanto, Flávio rejeitou a possibilidade e ironizou a investigação contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele pede que os agentes sejam deslocados para as investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS", comentou.

O senador associou a recusa diante da falta de efetivo alegada pela Polícia Federal por conta do atraso na análise de materiais relacionados às investigações sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, que atinge Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Ele foi citado em depoimento que apontou supostos pagamentos feitos pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Flávio ainda disse que não confia no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ele pontuou que existe a possibilidade de agentes serem colocados em sua campanha com outra finalidade. "Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", publicou.

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