Pelo menos seis casos de estupro coletivo foram registrados em Pernambuco em 2026. Todas as vítimas são do sexo feminino e quatro delas com idades inferiores a 17 anos.
O levantamento foi feito pela coluna Segurança, com base no banco de dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), que também indicou os municípios onde ocorreram os crimes sexuais.
O primeiro caso registrado foi em 3 de janeiro, quando uma adolescente foi vítima do estupro coletivo em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Em 20 de junho, uma garota, entre 12 e 17 anos, também foi alvo do mesmo crime no município de Petrolina, no Sertão.
Outros três casos de estupro coletivo foram registrados pela polícia em julho. Dois ocorreram no dia 4, sendo um no Cabo de Santo Agostinho (Grande Recife) e outro no município de Santa Terezinha, no Sertão. No primeiro caso, a vítima tem 14 anos. No segundo, uma mulher entre 25 e 29 anos.
Outro caso foi registrado no dia 11 de julho, quando uma mulher com idade acima de 30 anos foi vítima de estupro coletivo no Recife.
Já o episódio mais recente foi em 3 de agosto, também no Cabo de Santo Agostinho. Os dois casos registrados no município ocorreram de modo muito parecido, conforme relatos das vítimas à polícia.
As duas adolescentes têm 14 anos e disseram ter sido abordadas por cinco colegas na sala de aula da escola municipal onde estudam. Elas fazem parte da mesma turma, do 9º ano, e estão sendo acompanhadas pela mesma advogada.
A primeira adolescente a denunciar o caso à polícia foi a vítima do estupro coletivo na semana passada. Ela contou que, no horário do intervalo, levou o lanche para comer na sala de aula. Ao entrar, foi surpreendida pelos colegas, que apagaram a luz, a agrediram e cometeram o estupro coletivo.
A defesa afirmou à imprensa que a adolescente procurou a direção da escola após o crime, mas nenhuma providência teria sido tomada.
Após o caso ser revelado, a outra vítima (do dia 4 de julho) tomou coragem e denunciou também ter sido estuprada pelos mesmos colegas de sala.
Os nomes das vítimas, escola e bairro onde os crimes ocorreram não estão sendo revelados para proteger as adolescentes, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os casos seguem em investigação da Polícia Civil.
Questionada, a assessoria da Polícia Civil informou que não seria possível informar se os inquéritos dos outros casos foram encerrados já que os nomes das vítimas não foram repassados pela reportagem.
SINDICÂNCIA EM ANDAMENTO
A Prefeitura do Cabo informou que as estudantes foram acolhidas e estão recebendo acompanhamento necessário, incluindo suporte jurídico e psicológico.
Também foi instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos. A gestão negou ter havido omissão por parte da escola ou da Secretaria Municipal de Educação em relação ao caso.
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