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domingo, 9 de agosto de 2026

"Neutra", União Progressista coliga com PL em 11 estados e com PT em 4

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu se manter neutra na disputa pela presidência da República, mas o desenho das alianças estaduais mostra maior proximidade com o PL.

Levantamento feito pelo Metrópoles a partir das atas das convenções aponta que a federação está em coligações com o partido de Flávio Bolsonaro em 11 unidades da Federação e com o PT ou a Federação Brasil da Esperança em quatro.

A neutralidade foi oficializada pelo União Brasil na convenção nacional de terça-feira (4/8). Segundo o presidente da sigla e da federação, Antonio Rueda, a decisão levou em consideração o “peso político” do grupo e refletiria sua “maturidade política”.

A federação também liberou os filiados para definir os apoios conforme os cenários estaduais e decidiu priorizar as construções locais.

A estratégia segue uma lógica recorrente entre partidos do Centrão. Ao evitar uma coligação nacional para presidente, as legendas mantêm liberdade para construir acordos diferentes nos estados e evitam se vincular integralmente a um candidato antes do resultado das urnas.

A posição também preserva espaço para que esses partidos negociem apoio e participação na base do presidente eleito, seja ele quem for, sobretudo no Congresso. Em 2018 e 2022, siglas de centro também adotaram posições de neutralidade ou liberaram seus integrantes em diferentes momentos da disputa presidencial.

O PL tentou atrair a federação e chegou a trabalhar para que Tereza Cristina (PP-MS) integrasse a chapa presidencial. A ex-ministra aceitou a possibilidade, mas a composição foi barrada pela cúpula do PP.

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PL aparece em 11 estados

Apesar da neutralidade para presidente, a planilha registra alianças da União Progressista com o PL no Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

No Acre, Mailza Assis (PP) é candidata própria da federação, e a coligação “Avança Acre” reúne União Progressista, PL, PDT, MDB, Democrata e Federação Renovação Solidária. Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) concorre ao governo com uma aliança formada também por PL, Republicanos, Federação PSDB-Cidadania, Federação Renovação Solidária, Podemos e Novo.

Em Alagoas, onde a federação não apresenta candidato próprio ao governo, a ata registra uma coligação com o PL para a disputa ao Senado. No Ceará, a União Progressista não encabeça a chapa, mas ocupa a vice e integra a coligação “Unir para Mudar”, formada também por PL, Federação PSDB-Cidadania, Avante e Democracia Cristã.

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) é a candidata da federação ao governo. A aliança reúne MDB, Republicanos, PL, Democrata, Democracia Cristã, Podemos, Mobiliza e PRTB.

Em Goiás, a planilha registra a União Progressista no campo de alianças com o PL; a federação, porém, não apresenta candidato próprio ao governo.

No Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) disputa a reeleição em uma composição com Republicanos, PL, Federação PSDB-Cidadania, MDB, Podemos e Avante. No Piauí, Joel Rodrigues (PP) encabeça a chapa formada pela União Progressista com PL, Federação Renovação Solidária e Podemos.

No Rio Grande do Sul, a federação ocupa a vaga de vice e integra a coligação “O Rio Grande Pode Mais”, ao lado de PL, Novo, Podemos, Republicanos, Democracia Cristã e Democrata. Em São Paulo, não há candidato próprio da União Progressista ao governo, mas a composição majoritária aprovada inclui Republicanos, MDB, PL, PSD, Federação Renovação Solidária, Democrata e Avante.

No Tocantins, a federação tem Professora Dorinha Seabra (União Brasil) como candidata ao governo e o levantamento registra aliança com o PL.

PT está em quatro palanques

Do lado petista, a União Progressista aparece em alianças no Amapá, Pará, Paraíba e Sergipe. Nos quatro casos, a composição ocorre com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

No Amapá, Clécio Luís (União Brasil) é o candidato da própria federação. A coligação “Juntos por Todo o Amapá” reúne União Progressista, PDT, Republicanos, Agir, Federação Brasil da Esperança e Federação PSDB-Cidadania.

No Pará, a federação não apresenta nome próprio e participa da coligação “O Pará Tá Junto”, com MDB, Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB-Cidadania, PSD, PSB, Republicanos e Avante.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) encabeça a chapa. Além da União Progressista, a composição reúne Republicanos, PSB, Federação Brasil da Esperança, Federação PSol-Rede, Federação Renovação Solidária, Agir, PDT, Mobiliza e Podemos. Em Sergipe, a federação se alia a PSD, Federação Brasil da Esperança, Federação Renovação Solidária e PSB na disputa majoritária.

Fora dos dois campos em 12 estados

Nos outros 12 estados, o levantamento não registra aliança da União Progressista nem com o PL nem com o PT: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Em parte deles, a federação aposta em candidaturas próprias. Roberto Cidade (União Brasil) disputa no Amazonas, Alysson Bezerra (União Brasil) no Rio Grande do Norte e Hildon Chaves (União Brasil) em Rondônia. Nos demais, a União Progressista não tem candidatura própria ao governo ou construiu composições fora dos dois principais polos nacionais.