No debate presidencial promovido pela Band, neste domingo (18), o ex-procurador da República, Deltan Dallagnol, acompanhou Flávio Bolsonaro (PL) e chamou atenção ao usar uma camiseta provocativa com referência à Operação Lava Jato e à prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A camisa tinha a seguinte frase: “Eu prendi o Lula, o STF soltou”, acompanhada de uma imagem da apresentação em PowerPoint utilizada por Dallagnol em 2016 e que foi destaque na época. Na ocasião, o ex-procurador fazia parte da força-tarefa da Lava Jato e apresentou acusações contra Lula relacionadas ao caso do tríplex no Guarujá, em São Paulo.
Dallagnol e Sérgio Moro, ex-juiz da operação e governador eleito do Paraná, ficaram na primeira fileira de convidados de Flávio no estúdio, segundo a CNN Brasil. Pessoas próximas aos dois disseram que a intenção era “relembrar ao Lula quem foi que o prendeu”.
Flávio, durante o debate, destacou a presença dos dois na plateia, em uma provocação dirigida ao presidente. O episódio ocorreu em meio à troca de acusações entre os candidatos no segundo turno das eleições presidenciais.
Condenação por danos morais
Em 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação do ex-procurador ao pagamento de indenização por danos morais a Lula. A apresentação de PowerPoint utilizada por Dallagnol em 2016 voltou ao centro da discussão por causa da decisão judicial.
Os ministros entenderam que Dallagnol extrapolou os limites de sua atuação ao atacar a honra e a imagem do ex-presidente durante a apresentação pública da denúncia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações do petista relacionadas à operação, e decisões judiciais também reconheceram a parcialidade de Moro no processo do tríplex.
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