Em texto veiculado no Facebook, o
petista Tarso Genro, ex-governador gaúcho e ex-ministro de Lula, criticou a
negociação do petismo com Eduardo Cunha para trocar a manutenção do mandato do
presidente da Câmara pelo arquivamento do impeachment de Dilma Rousseff.
“Sinceramente, custo a crer”, anotou.
“Fazer
este acordo, é ‘entregar a alma ao diabo’. É se colocar no mesmo nível dos
defensores do impedimento, que tinham — até ontem — Cunha como o seu líder mais
coerente e reconhecido”, acrescentou Tarso. “Fazer este acordo, é confirmar a
tese da ‘grande mídia’, que a política não ‘vale a pena’ e que todos são
iguais.”
Para
Tarso, o acerto com Cunha nivelaria o PT aos seus antagonistas: “Fazer este
acordo é colocar, pela primeira vez, dentro da crise, a disputa política num
outro nível: ou seja, a disputa entre duas ilegitimidades, que ficarão então
registradas, tanto do governo como da oposição.”
Navegando
na contramaré de Lula, que opera em favor do acordo, Tarso anotou que o
entendimento com Cunha “é também um erro político”. Por quê? “Estaremos nós,
daí, unidos com o cambaleante Cunha, em direção a uma nova condenação no Supremo!
E a crise do PT, mesmo não governando, tornar-se-á ainda mais dramática.”
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