Prestes a deixar o governo Michel
Temer, o ministro Raul Jungmann já teve a primeira conversa com o futuro
ministro da Justiça, Sérgio Moro, para acertar detalhes da transição. Jungmann
informou ao ex-juiz da Lava Jato que o atual governo deixará para o
próximo um legado importante na área de segurança, a exemplo de uma política
para o setor e recursos garantidos da Loteria Esportiva.
Ele teve o cuidado de pesquisar como a União tratou a questão da segurança
em nossas Constituições e concluiu que em todas elas (da de 1824 à de 1988)
jogou-se essa responsabilidade para as costas dos estados, que não têm
condições de arcar sozinhos com esse peso.
O atual ministro é admirador confesso de Sérgio Moro, que julgou os
processos da Lava Jato até recentemente, mas tem dúvidas sobre se a junção da Pasta
da Segurança Pública com a da Justiça será um bom negócio para o país. Ele
gostaria que não houvesse essa fusão porque as atribuições da nova pasta
ficarão muito amplas, com receio de que o novo ministro não consiga
desincumbir-se bem de suas múltiplas responsabilidades.
Porém, a decisão já foi tomada pelo presidente eleito e não há mais nada a
lamentar. Jungmann sairá do governo convencido de que fez tudo que esteve ao
seu alcance para que o Brasil tivesse uma política de segurança, mas algo que
não conseguiu fazer o frustra bastante: esclarecer o assassinato da vereadora
carioca Marielle Franco, mais por conta do Ministério Público, diz ele, que
nunca quis a presença da Polícia Federal no caso, do que da pasta ora sob seu
comando. (Por Inaldo Sampaio)
Blog: O Povo com a Notícia
