Uma nova estratégia da Polícia Militar no Rio de Janeiro tem chamado atenção — e gerado debate. A corporação começou a instalar barreiras de concreto em acessos do Complexo do Alemão, na Zona Norte, com o objetivo de dificultar a ação de criminosos envolvidos em roubos de veículos e cargas.
As estruturas, conhecidas como blocos Jersey, foram posicionadas na comunidade da Fazendinha de forma alternada, obrigando motoristas a reduzir a velocidade e fazer um trajeto em zigue-zague. A ideia é limitar a circulação de carros roubados e impedir a entrada de caminhões utilizados em crimes.
A ação é coordenada pela área de policiamento de proximidade e segue um modelo já aplicado anteriormente no Complexo da Maré. Segundo a Secretaria de Polícia Militar, a experiência na outra região apresentou resultados positivos, com redução significativa nos índices de criminalidade.

Dados do Instituto de Segurança Pública apontam que, na área atendida pelo 22º BPM, responsável pela Maré e bairros próximos, houve queda expressiva nos roubos. Os registros de cargas roubadas diminuíram mais de 30% em um ano, enquanto os roubos de veículos caíram pela metade no mesmo período. Em 2026, os primeiros meses também indicam continuidade dessa tendência de redução.
Apesar dos números, a iniciativa não é unanimidade. Representantes do setor de transporte apoiam a medida, argumentando que veículos de grande porte dificilmente entram em comunidades sem ligação com atividades criminosas.
Por outro lado, organizações sociais criticam a estratégia. Para alguns especialistas, o uso de barreiras físicas lembra práticas adotadas por grupos criminosos, que utilizam obstáculos semelhantes para impedir a entrada das forças de segurança.
Até o momento, a instalação no Alemão não registrou confrontos. A expectativa das autoridades é que a medida contribua para reduzir crimes e aumentar o controle de circulação em áreas consideradas estratégicas.
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