Socialite.activate (elemento, 'Widget');

quinta-feira, 26 de março de 2026

Mensagens apagadas de PM morta por tenente-coronel são recuperadas pela perícia: “Confundiu carinho com autoridade”

A perícia técnica recuperou mensagens que haviam sido apagadas do celular da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, morta com um tiro na cabeça em fevereiro deste ano. O principal suspeito do crime é o marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que está preso desde o dia 18.

De acordo com relatório pericial concluído nesta quarta-feira (25) e divulgado pelo portal Metrópoles, as últimas conversas trocadas entre o casal no dia anterior à morte da policial foram restauradas por meio de procedimentos técnicos realizados no aparelho da vítima.

Segundo os investigadores, as mensagens contradizem a versão apresentada pelo oficial. Geraldo havia afirmado que Gisele não aceitava o fim do casamento e que, por esse motivo, teria tirado a própria vida.

As investigações apontam que o celular da policial foi desbloqueado e manuseado minutos depois do disparo que a matou. Para a Polícia Civil do Estado de São Paulo, esse pode ter sido o momento em que as conversas foram apagadas.

No aparelho do coronel, que também passou por perícia, não havia registro de diálogos entre os dois no dia 17 de fevereiro, data anterior ao crime. Em uma das mensagens enviadas à esposa, o oficial chega a se definir como “macho alfa”.

De acordo com relatório do 8º Distrito Policial de São Paulo, localizado no bairro do Brás, os dados reforçam a suspeita de que o investigado tenha manipulado o telefone da vítima para sustentar a versão apresentada à polícia.

Mensagens mostram pedido de divórcio

As últimas mensagens enviadas por Gisele ao marido foram registradas entre 22h47 e 23h do dia 17 de fevereiro. No conteúdo recuperado, a policial afirma que o relacionamento havia chegado ao fim e sugere que o oficial desse entrada no processo de separação.

“Você confundiu carinho com autoridade, amor com obediência, provisão com submissão. Vejo que se arrependeu do casamento, eu também, e tem todo o direito de pedir o divórcio. Não quero nada seu. Tenho minha dignidade. Pode entrar com o pedido essa semana”, escreveu a vítima.

AWDAF
Mensagens de Gisele apagagas pelo coronel são recuperadas pela perícia - Reprodução / Metrópoles

Cerca de oito horas e meia após o envio dessas mensagens, segundo a investigação, Gisele foi atingida por um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, no centro de São Paulo. O disparo teria sido feito com a arma do tenente-coronel.

Testemunhas e laudos periciais indicam que o oficial demorou aproximadamente 30 minutos para acionar o socorro. Quando as equipes de resgate chegaram ao local, a policial ainda estava viva e foi levada ao Hospital das Clínicas. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu aos ferimentos e morreu às 12h04 do mesmo dia.

Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram