O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou de aliados mais agilidade na organização da pré-campanha presidencial, durante reunião no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira (23), segundo o jornal Folha de São Paulo. A pressão ocorre em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto.
Segundo relatos, Lula demonstrou incômodo com o desempenho nos levantamentos e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral. Nos bastidores, a avaliação é de que falta reação mais efetiva diante da ofensiva bolsonarista.
Ainda de acordo com o jornal, após o encontro, a direção do PT orientou deputados a intensificar o embate com a oposição, com foco no caso Banco Master. A estratégia é ampliar a repercussão das falas do presidente e associar o episódio ao campo adversário.
A publicação detalha que Lula tem se reunido com frequência com o núcleo político da pré-campanha. Participaram da reunião nomes como Edinho Silva, que deve coordenar a campanha, além de Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr., responsáveis por áreas estratégicas.
No dia seguinte, Edinho repassou o recado do presidente à bancada petista na Câmara. Durante almoço, destacou que o PL já estruturou equipes jurídica e de comunicação, além de reforçar a necessidade de engajamento em ações de arrecadação.
Entre as orientações, está a de alinhar o discurso dos parlamentares ao do governo. Um dos pontos é vincular o caso Master à gestão de Roberto Campos Neto, ainda no governo de Jair Bolsonaro.
Outro eixo é atribuir a alta dos combustíveis a fatores externos, como tensões internacionais envolvendo os Estados Unidos, governados por Donald Trump, aliado do bolsonarismo. Também entrou na estratégia pressionar governadores oposicionistas a reduzirem o ICMS sobre combustíveis.
Parlamentares, por sua vez, cobraram medidas do próprio governo para estimular a economia e ampliar programas sociais.
Escolhido pelo pai como candidato do campo bolsonarista, Flávio Bolsonaro tem ganhado espaço desde o fim do ano passado e já aparece em empate técnico com Lula nas pesquisas. A aceleração da pré-campanha, no entanto, esbarra nos limites legais, a campanha oficial só começa em agosto.
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