O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teme uma escalada do conflito no Oriente Médio, após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, na madrugada do último sábado (28), causada por ataques dos Estados Unidos.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior", afirmou o embaixador em entrevista ao Globonews, nesta segunda-feira (2).
Amorim mencionou que o conflito tem um grande potencial de alastramento na região. “O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais", argumentou.
O embaixador acrescentou que vai falar, por telefone, com o presidente Lula ainda nesta segunda. Segundo ele, os dois ainda não conversaram direito sobre o assunto.
CONFLITO
Khamenei morreu enquanto cumpria “funções designadas” e também estava presente em seu local de trabalho. O chefe de estado tinha 86 anos e esteve à frente do governo iraniano por 35 anos, um dos governantes com mandato mais extensos.
Na madrugada de sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, que rapidamente anunciou ter retaliado, atacando bases militares americanas no Oriente Médio.
Foram registradas explosões em cidades como Irã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O ex-presidente Donald Trump afirmou que a operação teve como objetivo defender o povo americano e proteger seus interesses na região.
A viúva de Khamenei, Mansoureh Khojasteh, morreu nesta segunda-feira (2), após enfrentar ferimentos de ataques vindo dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o mesmo que matou o marido, conforme informações da Reuters, com base em afirmações de autoridades iranianas. Sua filha, genro e neto também morreram.
Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram
