Gravações das câmeras corporais de policiais militares revelaram falas e atitudes do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves com um tiro na cabeça, no bairro do Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.
Um dos momentos mais importantes registrados foi quando o suspeito insiste em querer tomar banho, enquanto um cabo determina e o local do crime deve ser preservado. "O senhor não quer colocar uma camiseta e um short rapidinho?", argumentou o militar.
Sem acatar a ordem o tenente-coronel desobedece. "Irmão, eu tenho 34 anos de serviço. Eu sei o que eu tô falando. Eu vou tomar banho, irmão. Eu tava aqui tomando banho, daí eu escutei o barulho e eu abri a porta, quando abri eu vi minha esposa. Fazia um minuto que eu tava embaixo do chuveiro irmão"
A conversa registrada mostra a disputa de poder hierárquico e o o incômodo da tropa de menor patente com o risco de comprometer provas. Confira o diálogo entre um cabo e um tenente.
Como previsto pelo oficial, que não queria liberar o banho do tenente-coronel, o exame residuográfico, feito depois nas mãos do oficial, não encontrou resquícios de pólvora. Neto foi preso nesta quarta-feira (18).
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) destacou que a possibilidade de desvio de conduta dos agentes que atenderam a ocorrência será apurada e "caso seja constatada irregularidade de qualquer agente, as medidas cabíveis serão adotadas."
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