O Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou o pedido de um empresário que queria anular a condenação por assédio moral. Ele havia feito comentários ofensivos a um funcionário que apoiava o presidente Lula, como dizer "faz o L", justamente quando o trabalhador cobrava salários atrasados.
Na decisão tomada na quinta-feira (19), a ministra Maria Helena Mallmann confirmou o que já tinha sido decidido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, em Fortaleza (CE).
De acordo com o processo, o funcionário era faxineiro em uma empresa que vendia produtos farmacêuticos. Ele contou que sofria provocações políticas no trabalho, principalmente quando pedia o pagamento dos salários atrasados.
Segundo a defesa do trabalhador, toda vez que ele cobrava os vencimentos, o patrão o humilhava com frases como “vá pedir ao Lula” ou “faça o L”, por causa do apoio dele ao petista.
Antes de o caso chegar ao TST, o dono da empresa, chamado Crisóstomo Fernandes Damasceno, disse em depoimento que os problemas começaram depois que o funcionário passou a defender Lula e o PT.
Ele contou que foi chamado de “miliciano” pelo empregado, por apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em resposta, ele disse que começou a fazer comentários, chamando o trabalhador de “bandido” por apoiar Lula.
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