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segunda-feira, 9 de março de 2026

Senador reúne assinaturas para CPI contra Alexandre de Moraes e Dias Toffoli

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (09) para anunciar que conseguiu reunir as assinaturas necessárias para  instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. 

O parlamentar apresentou o requerimento na semana passada após investigações apontarem indícios de ligação dos dois ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, preso pela segunda vez na última quarta-feira (04) por obstrução de Justiça e coação de testemunhas, entre outros crimes.

“Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e em seguida o pedido será protocolado. Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, afirmou Vieira em uma publicação em seu perfil no X (antigo Twitter). 

De acordo com uma imagem publicada por Vieira, o requerimento já conta com a assinatura de 29 senadores da bancada de oposição ao governo Lula, como Eduardo Girão (Novo), Magno Malta (PL), Sergio Moro (União Brasil) e Flávio Bolsonaro (PL). Da base governista há apenas o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que ocupa a vice-liderança do governo no Senado. "O pedido de CPI da Toga/Master será protocolado nas próximas horas. A lei precisa valer para todos", escreveu o parlamentar.

No entanto, a instalação da CPI depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que resiste a a instalar uma comissão sobre o tema. 

A investigação da Polícia Federal (PF) identificou a existência de um contrato de Vorcaro com o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a prestação de serviços jurídicos no valor de R$ 129 milhões por três anos.

O escritório divulgou uma nota nesta segunda-feira (9) em que diz não ter prestado qualquer serviço de representação em causas no STF, apenas referentes a questões financeiras, contábeis e de compliance.

No caso de Toffoli, a PF investiga uma ligação direta do ministro com uma empresa de seus irmãos que detinha cotas de um resort no interior do Paraná que com recursos de um fundo de investimentos gerido pelo cunhado de Daniel Vorcaro, o empresário e pastor Fabiano Zettel, também preso na semana passada.

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