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domingo, 21 de junho de 2026

Em PE: TJPE mantém em presídio federal líder de facção ligada ao Comando Vermelho; Veja

O detento Evanilson José da Silva, conhecido como "Bambam", acusado de liderar a facção criminosa Comando do Litoral Sul/Norte (CLS/CLN), vai permanecer em presídio federal. A decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) teve como base um relatório da inteligência policial que apontou graves riscos de avanço de disputas territoriais em caso de retorno dele ao Estado.

Com forte ligação com o Comando Vermelho, a facção liderada por Bambam tem como base a praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, principal cartão-postal de Pernambuco. Mas já mantém o domínio do tráfico de drogas em vários municípios do litoral. Inicialmente chamada de Trem Bala, a organização é conhecida pela extrema violência e por executar rivais e esconder os corpos em áreas de mangue.

Bambam, apontado como um dos fundadores da facção, foi preso durante megaoperação da Polícia Civil. Desde julho de 2022 está na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A defesa tenta o retorno dele a Pernambuco, mas a Justiça barrou e renovou pela terceira vez a permanência na unidade de segurança máxima.

FACÇÃO TENTA EXPANSÃO TERRITORIAL, APONTA RELATÓRIO

Documentos da inteligência policial, produzidos em 2026, apontaram que a facção permanece "em plena atividade territorial" e que o retorno do líder ao sistema prisional estadual pode "potencializar a reorganização operacional do grupo".

Relatório citou, por exemplo, que a facção tenta a retomada e expansão do domínio territorial no município de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul, onde houve um aumento de homicídios devido à guerra contra a facção "Tropa dos Crias". O líder desse grupo rival está preso na Penitenciária de Tacaimbó.

Na decisão pela permanência de Bambam em presídio federal, o desembargador Marcos Antônio de Carvalho, do TJPE, citou que o retorno dele facilitaria a "coordenação de ações violentas" e "a transmissão de ordens a subordinados".

"Os fundamentos que motivaram a transferência originária em maio de 2022 não apenas persistem, como se revelam agravados pelo recrudescimento das disputas territoriais identificadas em abril de 2026", disse Carvalho.

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