O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve defender que as suspeitas envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), sejam investigadas após a operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (18).
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, Lula pretende adotar um discurso de que os fatos precisam ser apurados “doa a quem doer”, evitando fazer uma defesa direta do senador neste momento. A estratégia é deixar para o Partido dos Trabalhadores a tarefa de manifestar apoio político ao parlamentar.
PT reforça confiança em Jaques Wagner
Poucas horas após a deflagração da Operação Compliance Zero em endereços ligados ao senador, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Jaques Wagner continua sendo depositário de toda a confiança da legenda.
A avaliação dentro do partido é que o senador terá sua inocência comprovada ao longo das investigações. Outros parlamentares petistas também passaram a reforçar publicamente o discurso de apoio ao líder do governo no Senado.
Permanência na liderança gera debate
Apesar das manifestações de confiança, existe preocupação nos bastidores sobre a continuidade de Jaques Wagner na liderança do governo na Casa.
Pessoas próximas a Lula avaliam, entretanto, que a reta final dos trabalhos legislativos em 2026 dificulta qualquer mudança no cargo. Segundo essa avaliação, a proximidade das campanhas eleitorais tornaria uma eventual troca pouco efetiva do ponto de vista político.
Um dos aliados mais próximos de Lula
Jaques Wagner é considerado um dos principais aliados históricos de Lula. Ao longo de sua trajetória política, ocupou diversos cargos de destaque em governos petistas.
O senador governou a Bahia por dois mandatos e comandou os ministérios do Trabalho e Emprego e das Relações Institucionais durante os governos Lula.
Já na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), esteve à frente dos ministérios da Defesa e da Casa Civil, consolidando-se como uma das figuras mais influentes do partido.
Operação Compliance Zero
A nova fase da Operação Compliance Zero teve como alvo endereços ligados a Jaques Wagner e integra as investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
A ação da Polícia Federal foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e também alcançou outros investigados em diferentes estados. As apurações seguem em andamento.
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