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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro apresenta notícia-crime contra Lula após discurso sobre ‘traidores da pátria’

O senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitando a abertura de inquérito para investigá-lo pelos supostos crimes de incitação ao crime e ameaça.

A ação, obtida pelo SBT News, tem como base declarações feitas por Lula durante a inauguração do campus Catalão do Instituto Federal Goiano. Na ocasião, o presidente afirmou que “traidores da pátria merecem punição pior que a forca”, em referência ao senador e ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Discurso durante evento

Durante o evento, Lula criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o presidente, eles teriam buscado que um país estrangeiro interferisse em decisões brasileiras.

“São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores que vão pedir intervenção de um país no nosso? Pensem aí. Esse cidadão hoje na imprensa: ‘Não falei nada’. Todo covarde é assim. Fala m* e depois não assume, fica tentando mentir”, declarou Lula.

Referência histórica gerou questionamentos

Ao fazer a comparação com a Inconfidência Mineira, o presidente citou o caso de Joaquim Silvério dos Reis, delator de Tiradentes. No entanto, houve um equívoco histórico na fala.

Na realidade, quem foi condenado à morte e executado na forca foi Tiradentes. Já Joaquim Silvério dos Reis teve dívidas perdoadas pela Coroa Portuguesa e morreu de causas naturais.

Defesa aponta risco à integridade física

Na notícia-crime apresentada ao STF, os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que o discurso foi transmitido ao vivo pela TV Brasil e alcançou um grande número de pessoas.

Segundo a defesa, o alcance da declaração teria potencial para aumentar riscos à segurança do senador e de seus familiares.

Os advogados também citam dados segundo os quais, entre janeiro de 2016 e setembro de 2020, 68 políticos brasileiros foram assassinados e outros 57 sofreram algum tipo de atentado contra a vida.

Pedido será analisado pelo Supremo

Com o protocolo da notícia-crime, caberá ao STF analisar os argumentos apresentados e decidir se há elementos suficientes para determinar a abertura de investigação contra o presidente da República.

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