A mãe de Bryan Henrique de Souza de Barros, de 7 anos, que morreu afogado em uma piscina de um parque aquático em Olinda (PE), fez um emocionante desabafo sobre a tragédia. O acidente aconteceu no último sábado (25), no bairro de Ouro Preto.
Em entrevista ao SBT, Emilly Vitória de Souza contou que acompanhava o filho durante todo o tempo e que se ausentou por apenas alguns instantes para ir ao banheiro. Segundo ela, não havia qualquer sinalização indicando que a piscina também possuía uma área profunda.
“Se tivesse placa, eu nunca teria deixado meu filho lá”
Muito abalada, a mãe afirmou que acreditava que o local onde Bryan brincava era seguro e criticou a falta de informações sobre a profundidade da piscina.
“Ai meu Deus, não tinha nenhuma placa sinalizando que a piscina era rasa ou funda. Se tivesse, eu nunca tinha deixado meu filho lá. Eu deixei ele no lado raso, fiquei olhando o tempo todo. Eu só fui ao banheiro e, quando voltei, já ouvi a gritaria”, relatou.
Emilly também afirmou que havia salva-vidas no parque, mas disse que eles não estariam atentos no momento do acidente.
“Tinha salva-vidas, mas estavam mexendo no celular. Quando foram socorrer meu filho já era tarde”, declarou.
Segundo a mãe, ela só percebeu que a vítima era seu filho quando ouviu pessoas comentando que uma criança havia se afogado.
Bryan foi socorrido, mas não resistiu
Bryan foi retirado da água por outro frequentador do parque, pai de uma criança que também estava no local.
Em seguida, o menino foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tabajara, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu.
Parque lamenta morte e diz colaborar com investigação
Em nota, o Via Park lamentou profundamente a morte da criança e informou que os primeiros socorros foram prestados ainda nas dependências do parque antes do encaminhamento à unidade de saúde.
O empreendimento também afirmou que mantém contato com a família, oferecendo apoio e assistência, além de colaborar integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.
O caso será apurado para esclarecer as circunstâncias do afogamento e verificar se houve falhas na segurança ou no atendimento prestado no local.
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