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terça-feira, 28 de julho de 2026

Nordeste: MP denuncia delegado e policiais por desviar e vender 100 kg de drogas

Investigadores Everton Aires e Eduardo Jorge do Egito, e o delegado Braz Morroni

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou um delegado e dois investigadores da Polícia Civil por desviar e vender cerca de 100 quilos de drogas apreendidas em operações policiais.

Segundo as denúncias apresentadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) na última sexta-feira (24/7), os investigados desviavam entorpecentes apreendidos e realizavam incursões clandestinas para retirar drogas, que depois eram comercializadas, inclusive dentro do sistema prisional.

O delegado Braz Morroni e os investigadores Everton Aires e Eduardo Jorge do Egito foram detidos no dia 2 de junho, na Operação Perfidus, que investigou o desvio. Eles seguem detidos no Presídio Especial Valentina de Figueiredo, em João Pessoa.

Condenação e perda de cargos

Entre os pedidos apresentados pelo Gaeco à Justiça está a perda dos cargos públicos dos três denunciados, caso sejam condenados. Segundo o órgão, a medida se justifica pela violação dos deveres funcionais e pela incompatibilidade da conduta com o exercício da função pública.

O Gaeco também pede que os denunciados sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 1 milhão em cada denúncia, além da perda de veículos, bens e ativos financeiros bloqueados ou apreendidos durante a operação.

Em relação ao lucro obtido com o desvio de entorpecentes apreendidos, subnotificados e posteriormente revendidos, o Ministério Público requer o confisco do patrimônio supostamente adquirido com a atividade criminosa.

Na primeira denúncia, o valor de referência para o desmantelamento do patrimônio ilícito é de R$ 2,1 milhões, correspondente ao valor de mercado da droga desviada. Na segunda, o valor indicado para o confisco é de R$ 1 milhão, montante associado ao desvio de aproximadamente 100 kg de entorpecentes.

Operação Perfidus

O trio foi preso durante a Operação Perfidus, deflagrada em 2 de junho de 2026 pelo Gaeco e pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da Draco e da Unintelpol, no âmbito da articulação Convergência Nacional.

O nome Perfidus, termo em latim que significa “traidor” ou “desleal”, faz referência, segundo os investigadores, à atuação de agentes públicos que teriam utilizado as prerrogativas dos cargos e a estrutura do Estado para a prática de atividades criminosas. (Via: UOL)

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