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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Deepfake! Paolla Oliveira expõe rede de falsificação de conteúdos pornográficos com sua imagem

A atriz Paolla Oliveira, de 44 anos, tem sido alvo frequente de registros falsos montados por Inteligência Artificial e denunciou a circulação das imagens e videos falsos usando sua identidade. Durante uma entrevista ao Fantástico que foi exibida neste domingo (3), a famosa mencionou que criminosos tem utilizado seu rosto em conteúdos de teor sexual e em gravações manipuladas que simulam declarações nunca feitas por ela. 

"Quando começou essa coisa de inteligência artificial, você não sabia muito pra onde ia. Aí comecei a ver que não tem mais parada. Eu tive situações muito expostas, vexatórias mesmo, de cunho sexual", relatou. 

Na atração dominical da Globo, a estrela conversou com outras vítimas de deepfakes sexuais. Uma delas teve imagens manipuladas circulando em um site de conteúdo adulto depois de se tornar alvo de uma chantagem. 

"Infelizmente aconteceu comigo. Fui chantageada, mas denunciei. Porém, fiquei traumatizada e com medo. Usaram minhas fotos, manipularam com inteligência artificial, colocaram partes íntimas de outra mulher", contou a moça, que foi identificada como Débora. 

Ela reuniu provas, como nome da plataforma, do perfil e capturas de tela do conteúdo e buscou a polícia. "Eu cheguei, infelizmente, a pensar: meu Deus, será que é culpa minha? Eu postei uma foto de biquíni, não deveria ter feito isso? Aí depois eu falei: gente, eu não fiz nada de errado", disse. 

O deepfake sexual é um tipo de conteúdo elaborado por meio da inteligência artificial que utiliza o rosto ou a voz de uma pessoa para produzir imagens, vídeos ou áudios de teor sexual sem seu consentimento, fazendo parecer que ela fez parte de cenas que nunca existiram. 

O alerta de Paolla Oliveira não é recente. No mês de junho, ela alertou os seguidores sobre a circulação de vídeos falsos criados com IA usando sua identidade. Na época, ela mencionou um  levantamento do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que identificou 198 anúncios fraudulentos com sua imagem em pouco mais de três meses.

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Conforme o estudo,  grande parte destes posts direcionava usuários para grupos privados em aplicativo de mensagens, onde eram comercializados deepfakes pornográficos envolvendo a famosa. 

“Tem um movimento muito gigante que a gente nem se aproxima dele. A gente tem que ter medo, sim. Mas quem sou eu diante dessa tecnologia toda? Essa corrida desleal não vai parar, mas a gente não pode ser engolida”, concluiu Paolla.