Apesar de pesquisas recentes mostrarem o presidente Lula à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como seu principal adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, o clima no PT e entre integrantes da pré-campanha é de preocupação.
Segundo aliados de Lula, há pelo menos quatro fatores que explicam essa cautela. O primeiro está relacionado ao uso de inteligência artificial.
Integrantes do entorno do presidente avaliam que, com a aproximação da campanha, Flávio deverá intensificar o uso da ferramenta para disseminar desinformação nas redes sociais.
Outro ponto de atenção é a investigação envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Nesta segunda-feira (3/8), a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência. O pedido ainda será analisado pela Corte.
Nos bastidores do PT, a percepção é de que, independentemente do resultado da investigação, o episódio pode gerar desgaste para Lula por envolver um familiar direto e abrir espaço para novos ataques da oposição durante a campanha.
Também causa apreensão o impacto do fenômeno El Niño. Integrantes da pré-campanha temem que eventos climáticos extremos, como enchentes no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, prejudiquem a imagem do governo caso a resposta federal seja considerada insuficiente.
Por essa razão, na semana passada, Lula reuniu ministros para acelerar a liberação de recursos destinados a ações de prevenção e resposta a possíveis desastres.
Outro fator que está no radar do Planalto é a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral. Auxiliares do presidente acompanham com preocupação relatos de tentativas de influência externa em eleições de outros países e defendem um monitoramento rigoroso da disputa de 2026. (Via: Metrópoles)
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