O Centro do Recife amanheceu com várias notas falsas de R$ 1 com a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD). O ato é uma clara contra-campanha promovida por aliados do ex-prefeito João Campos (PSB), adversário dela na eleição deste ano.
A intenção é ironizar a declaração de bens da governadora à Justiça Eleitoral, na qual constava o valor de R$ 1 depositado em uma conta do banco Bradesco. Um valor ínfimo para uma servidora pública de carreira com salário acima de R$ 50 mil. Os materiais também incluem uma foto fake dela ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), tentando vinculá-lo como predileto dela para a Presidência da República.
O protesto bancado pelos socialistas remete à polarizada campanha para Prefeitos do Recife de 1985, entre Jarbas Vasconcelos (que saiu do MDB e disputou pelo PSB) e Sérgio Murilo (MDB). Era a primeira vez que o recifense escolhia seu prefeito após duas décadas dos chamados “biônicos”, indicados pelo regime militar.
Naquela eleição, a Capital pernambucana amanheceu com panfletos apócrifos com a frase “Recife não votaria em assassino”. A campanha de Jarbas promoveu o ato, após uma denúncia feita do então deputado Carlos Lapa, que acusou Sérgio Murilo de ter matado uma pessoa.
O episódio marcou aquela campanha e virou um case de estratégia política. Jarbas venceu a disputa e retornou logo depois ao MDB, onde permanece filiado até hoje. (Via: Blog do Ricardo Antunes)
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