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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Em 2022, Lula pediu inelegibilidade de Bolsonaro por aumento de Bolsa Família perto da eleição

Nas eleições de 2022, o então presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL),  propôs ao Congresso um aumento de R$ 200 do Auxílio Brasil, que voltou a ser chamado de Bolsa Família no governo Lula.

Na época, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigasse a gestão de Bolsonaro por tentar reajustar o valor de benefícios sociais a três meses da eleição. 

A equipe do petista chegou a pedir a inegebilidade de Bolsonaro. 

O aumento propunha um “voucher” de R$ 200 apenas até dezembro daquele ano, sem prever no Orçamento de 2023 o custo do programa com R$ 600.

O projeto de Bolsonaro foi aprovado, autorizando despesas adicionais fora do teto de gastos para ampliar benefícios sociais.

Na época, Lula afirmou que o Bolsonaro havia concedido benefícios financeiros ilegais em período eleitoral com “o claro intuito de angariar votos”.

Quatro anos depois, Lula disputa à reeleição e vê o seu maior adversário, senador Flávio Bolsonaro (PL), se aproximar nas pesquisas eleitorais.

Com este cenário, faltando 17 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, Lula anunciou um aumento no valor do Bolsa Família. 

O valor do benefício linear sobe de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio do programa social aumenta de R$ 675 para R$ 777, um aumento de aproximadamente 15%.

O ministro de Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta sexta-feira (18) que o reajuste de 15% do Bolsa Família não tem caráter eleitoreiro.

“A discussão estava acontecendo há um tempo, mas a gente estava com bloqueio de R$ 23 bilhões e depois em torno de R$ 17 bilhões”, afirmou.

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