"Esse
era Eduardo Cunha no começo do ano. Um pato gordo, garboso, quase um pavão,
dando as ordens no galinheiro, cantando de galo, fazendo alarde... Quando um
marreco sorridente pediu para também entrar no samba", escreve Alex
Solnik, em seu blog no 247; "O marreco era na verdade um tucano
disfarçado", que tinha com o pato o interesse comum de "deglutir
Dilma"; "Tudo estava caminhando bem até que o pato caiu na Lava
Pato" e "a coisa ficou feia"; o pato viu "o mundo desabar a
seus pés", até que Jaques Wagner o consolou: "Eu sei quem pode
salvá-lo"; "Quem? Quem?", perguntou; "A Dilma. Ela adoraria
ter um pato manco na presidência da Câmara até 2017"; leia a íntegra:
"O pato... vinha cantando
alegremente quem-quem"... Esse era o Eduardo Cunha no começo do ano. Um
pato gordo, garboso, quase um pavão, dando as ordens no galinheiro, cantando de
galo, fazendo alarde, dizendo que com ele ninguém podia, que ele fazia e
acontecia. "Quando um marreco sorridente pediu para também entrar no
samba".
O
marreco era na verdade um tucano disfarçado. "Para que esse bico tão
grande"?, perguntou o pato. "Para engolir a Dilma", disse o
tucano. O pato gostou da ideia porque achou que ganharia alguma coisa com isso
e convidou outros animais da fazenda – burros, cavalos, cachorros, ratazanas,
vermes, raposas, ursos, amigos da onça, baratas, escorpiões, serpentes, hienas,
lesmas, antas, gafanhotos – para a grande aventura de engolir e deglutir a
presidente da fazenda que eles chamaram de "impeachment".
Tudo
estava caminhando bem até que o pato caiu na Lava Pato, o que mostrou que ele
não era um simples ladrão de galinha. Os animais aliados, principalmente os
tucanos, não se importaram com isso, contanto que ele os ajudasse a deglutir
Dilma. Mas deixaram claro que não podiam fazer nada para ajudá-lo na Lava Pato.
O
pato ficou em polvorosa. Cair na Lava Pato poderia sujar a sua barra na
fazenda. A coisa ficou mais feia quando ele disse que suas contas na Suíça
foram abastecidas com venda de carne moída. Como teve coragem de sacrificar
seus irmãos bois?, gritaram alguns animais da fazenda.
O
pato andava triste e desolado e os tucanos não largavam do seu pé: "Como
é, vamos engolir Dilma de uma vez? Está na hora!".
Até
que Jaques Wagner veio conversar com ele. "Frère Jaques" disse:
"Meu caro pato, com todo o respeito, você ainda não percebeu que
manca"? O pato tentou andar e constatou que estava manco mesmo.
"Frère Jaques" disse então que mancando assim seria desprezado pelos
outros animais, principalmente pelos tucanos, que não gostam que ninguém dê
mancada.
O
pato viu o mundo desabar a seus pés e caiu num choro convulsivo. "Eles me
olhavam feio ultimamente. Estou perdido"! "Calma, pato",
consolou-o "Frère Jacques. Eu sei quem pode salvá-lo."
"Quem?
Quem?". "A Dilma. Ela adoraria ter um pato manco na presidência da
Câmara até 2017". Moral da história: "neste Natal o melhor presente
para Dilma não é peru, mas um pato manco".
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