Agraciado com uma “medalha do
mérito legislativo”, oferecida pela Câmara, o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª
Vara Federal de Curitiba, recusou a honraria, que seria entregue em sessão
solene marcada para quarta-feira (18) da semana que vem. Fez isso por meio de
ofício. Em linguagem polida, Moro informou no texto que tem mais o que fazer:
“Devido
à agenda atribulada e aos compromissos prementes relacionados à condução dos
processos atinentes à assim denominada Operação Lava Jato, inclusive com
acusados presos, informo que não tenho condições de comparecer à Câmara para
receber a medalha na data sugerida.”
Sem
mencionar os nomes dos 23 deputados enroscados no escândalo da Petrobras, entre
eles Eduardo Cunha, que presidirá a solenidade e entregará as medalhas, Moro
escreveu no ofício que prefere se abster de constrangimentos:
“…No
presente momento, havendo parlamentares federais denunciados em decorrência da
Operação Lava Jato, também não me sentiria confortável em receber o aludido
prêmio, o que poderia ser mal interpretado ou gerar constrangimentos
desnecessários.”
De
resto, Moro informa no ofício que, considerando-se a importância da medalha,
prefere não enviar representante. E deixa no ar a hipótese de recebê-la em
ocasião menos imprópria. “…Se for possível, sugeriria que a premiação em
relação à minha pessoa fosse postergada para um momento mais apropriado. Se não
for possível, peço desde logo sinceras escusas à instituição.”
A
‘medalha do mérito legislativo’ é concedida uma vez por ano a pessoas que
“realizaram ou realizam serviço de relevância para a sociedade.” O site da
Câmara esclarece que “pode ser um cientista, um político, um
ator, um cantor, um religioso, enfim qualquer pessoa que em certo momento da
história do país realizou trabalho que teve repercussão e recebeu a admiração
do povo brasileiro.” O nome de Moro escalou a lista por iniciativa da
liderança do PPS, comandada por Rubens Bueno, que tem proximidade geográfica
com Moro. um partido cujo líder, deputado Rubens Bueno, tem proximidade
geográfica com Moro. Foi eleito pelo Paraná, berço da Lava Jato. (Via: Josias de Souza)
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