Pegou mal. Pegou muito mal. Não
foi ninguém ali no boteco. Não foi você. Muito menos eu. Foi um aliado de Dilma
quem disse. O próprio Paulo Maluf. Membro da comissão que analisa o impeachment
ele disse ao repórter Bernardo Mello Franco: “O
governo está se metendo num processo de compra e venda que é detestável. Querem
construir maioria no Legislativo dividindo o Executivo. Não é assim!''
Maluf
olha ao redor, enxerga o mercado persa em que se converteu o PP, seu partido, e
começa a tomar distância do governo. Programara-se para votar contra o
impeachment. Mas já se sente “liberado” para seguir outro rumo. “Eu não queria
fazer uma injustiça com a presidente, que é uma senhora correta e tem uma vida
limpa. Mas agora a minha tendência está mudando.''
Sinal
dos tempos: preocupado com seu prontuário, Maluf se incomoda com o assanhamento
de Dilma, que quer salvar o mandato, não um bom nome. Ou o Planalto ainda não
entregou a Maluf o que ele acha que merece ou o mundo perdeu o sentido. Maluf
fala como se lhe doesse a ideia de fazer o papel de aliado limpinho numa peça imunda.
Um enredo em que a personagem principal é uma rainha enodoada e cujo epílogo é
ele, o Maluf, fazendo cara de nojo. (Via: Josias de Souza)
Blog: O Povo com a Notícia
