Em meio às negociações para
aprovar a reforma da Previdência na Câmara, o ministro das
Cidades, Bruno Araújo, anunciou nesta terça-feira, 16, um aporte de 5,9
bilhões de
reais em
dois novos programas que beneficiarão as prefeituras.
A divulgação dos novos recursos foi feita para uma plateia de
dezenas de prefeitos, responsáveis por parte da pressão realizada sobre os
deputados federais contra a reforma da previdência.
“Para hoje deixamos com a autorização do presidente Michel
Temer para fazer anúncio de dois importantes programas: o Avançar Cidades na
modalidade de saneamento. Serão 2,2 bilhões de reais de recursos do FGTS à
disposição dos municípios e 3,7 bilhões de reais no Avançar Cidades na
modalidade de mobilidade”, afirmou o ministro para em seguida ser aplaudido.
“Serão 5,9 bilhões de reais de
recursos à disposição para acesso dos municípios no país com taxas de juros de
6% ao ano, quatro anos de carência e 20 anos de financiamento para financiar
asfalto, pavimentação, recapeamento, calçamento, ciclovia, saneamento,
abastecimento de água. Enfim, as demandas mais importantes para os municípios”
ressaltou.
Horas antes, o presidente Michel Temer, para a mesma plateia, anunciou a edição da Medida Provisória dos
Municípios que prevê que prefeituras e Estados poderão parcelar em até 200
vezes as dívidas com o INSS. O texto também prevê a redução dos juros da dívida
em 80% e das multas em 25%.
A MP é uma das principais demandas da Marcha organizada pela
Confederação Nacional de Municípios (CNM), que por meio de seu presidente,
Paulo Ziulkoski, anunciou apoio à reforma da Previdência na abertura do evento.
Com essas medidas o governo busca abrir caminho junto à base
aliada para poder conseguir os votos necessários para aprovar a reforma
trabalhista, no plenário da Câmara. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à
Constituição, o texto terá que contar com no mínimo 308 votos, em votação em
dois turnos. Atualmente, integrantes do Palácio do Planalto trabalham para
conseguir ao menos 320 votos a favor da matéria.
Presente na Marcha dos Prefeitos, o ministro da Saúde,
Ricardo Barros, também reforçou as investidas da cúpula do governo e defendeu
que o seu partido, o PP, feche questão na votação da proposta.
O fechamento de questão, no jargão político, ocorre quando o
comando nacional de uma legenda determina aos integrantes do partido no
Congresso que votem da forma como foi orientado pela cúpula, sob pena de serem
aplicadas penalidades aos dissidentes.
O PP, atualmente, é a quarta maior bancada da Câmara, com 47
deputados, e ainda encontra uma divisão interna em torno da reforma.
“60% dos brasileiros devem se aposentar com salário mínimo,
então, é para esses que a reforma está sendo feita, para garantir que eles
possam de fato receber a sua previdência no futuro. Nosso partido, certamente,
decidirá, pela sua executiva nacional, o posicionamento que espero que seja
pelo fechamento de questão”, afirmou Ricardo Barros após participar do evento. (Via: Estadão Conteúdo)
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