O grupo de repatriados da China
que está em quarentena na Base Aérea de Anápolis será liberado amanhã (23). Na
última sexta-feira (21), foi feita a terceira e última coleta de material para
exame específico para o novo coronavírus e, análise do Laboratório Central do
Estado de Goiás mostrou resultados negativos. Cada um dos repatriados recebeu
uma declaração do Ministério da Saúde informando o estado de saúde livre da
doença pelo novo coronavírus (COVID-19).
"Todos os hóspedes da Base Aérea de Anápolis, que permanecem com o
quadro assintomático, serão transportados, neste domingo, pela Força Aérea
Brasileira para nove estados do Brasil", diz a nota divulgada pelo
Ministério da Defesa neste sábado.
Os
destinos são os seguintes:
Distrito Federal - 20 passageiros, sendo 9 militares, 1 profissional
do Ministério da Saúde, 1 profissional da EBC e 9 repatriados;
São Paulo - 13 passageiros, sendo 11 repatriados, um militar e uma
integrante do Ministério da Saúde;
Rio de Janeiro - 11 militares;
Paraná - 5 repatriados;
Santa Catarina - 4 repatriados;
Minas Gerais - 3 repatriados;
Pará - 1 repatriada;
Dois repatriados, transportados para Brasília, seguirão em voos comerciais
para o Maranhão e para o Rio Grande do Norte. Um repatriado permanecerá em
Anápolis (GO).
Operação
No dia 5 de fevereiro, duas aeronaves da Força Aérea Brasileira foram à
China buscar brasileiros em Wuhan, epicentro da doença que já matou mais de
2.300 pessoas na China.
Entre brasileiros e familiares de outras nacionalidades, 34 chegaram ao Brasil
no dia 9 de fevereiro. Além dos repatriados, 24 profissionais que fizeram parte
do resgate também estão cumprindo a quarentena de 18 dias contados a partir da
decolagem do avião brasileiro no dia 5.
O procedimento é um protocolo internacional para evitar a
disseminação da doença no Brasil.
Casos
suspeitos
Até o momento, no Brasil, não há registro de casos da doença. O mais
recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que, no período
entre 18 de janeiro a 21 de fevereiro de 2020, foram notificados 154 casos para
investigação de possível contaminação pelo coronavírus (COVID-19).
O primeiro caso suspeito no Brasil foi notificado no dia 22 de janeiro de
2020. Desse total, apenas um caso (0,7%) caso permanece em investigação como
caso suspeito, 51 (33,1%) foram descartados por confirmação laboratorial para
outros vírus respiratórios e 102 (66,2%) foram classificados como excluídos,
por não atenderem à definição de caso.
"Destaca-se, no entanto, que todos os casos excluídos estão sendo
monitorados conforme protocolo da vigilância da Influenza. O perfil
epidemiológico do atual caso suspeito é: brasileira, sexo feminino, 21 anos de
idade, residente da China, encontra-se atualmente no RJ, chegou ao Brasil no
dia 17 de fevereiro de 2020, início dos sintomas no dia 11 de fevereiro de 2020
(febre,tosse,dor de garganta e fraqueza)", diz o boletim.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não foi estabelecido um
tratamento definitivo para a doença. Contudo, a organização está aguardando os
resultados de dois ensaios clínicos, incluindo uma combinação de medicamentos
antivirais usados no tratamento do HIV. Os resultados devem ser conhecidos em
três semanas.
Disseminação
Autoridades de saúde pública da China confirmaram, na sexta-feira (21),
mais 109 mortes pelo novo coronavírus, elevando o total para 2.345 em todo o
país. A maior parte ocorreu em Hubei, província onde o surto de coronavírus
surgiu e cuja capital é Wuhan.
As autoridades informaram sobre um número adicional de 397 casos
confirmados, elevando o total de infecções para 76.288. Acrescentaram que o
vírus está se alastrando em diversas prisões nas províncias de Hubei, Zhejiang
e Shandong, onde mais de 500 presos e agentes penitenciários foram infectados. (Via: Agência Brasil)
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