A prisão de Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do pó”, colocou no centro das investigações um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que utilizava plataformas ilegais de apostas online. As informações são da coluna Na Mira, do portal Metrópoles.
A ação faz parte da Operação Resina Oculta, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, que revelou uma estrutura criminosa complexa com atuação em diferentes estados do país. Segundo as investigações, Mirian teria papel relevante no esquema, tanto no transporte de drogas quanto na movimentação financeira do grupo.

Nas redes sociais, onde acumulava mais de 50 mil seguidores, a influenciadora ostentava uma rotina de luxo, com viagens frequentes, passeios de lancha, hospedagens em resorts e uso de itens de alto padrão. Para os investigadores, esse estilo de vida servia como fachada para justificar valores de origem ilícita.
De acordo com a investigação, Mirian também estaria ligada a uma empresa do ramo de calçados que teria sido utilizada para movimentar dinheiro vindo do tráfico. Além disso, ela teria participado diretamente da logística do crime. Em uma abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal, em dezembro de 2025, dois veículos que seguiam juntos foram interceptados: um atuava como “batedor”, onde ela estava, enquanto o outro transportava cerca de 30 kg de skunk escondidos.

As investigações apontam ainda que o grupo utilizava uma rede sofisticada para ocultar recursos, incluindo empresas de fachada, “laranjas” e, principalmente, plataformas clandestinas de apostas — as chamadas bets. Pelo menos 15 dessas empresas foram identificadas, nenhuma com autorização para funcionamento.
Essas plataformas permitiam a circulação rápida de grandes quantias, dificultando o rastreamento do dinheiro. Os valores eram fragmentados e enviados para diferentes regiões, especialmente para o Norte do país, criando uma cadeia financeira difícil de ser monitorada.
A operação cumpriu dezenas de mandados judiciais, incluindo prisões, buscas e bloqueios de contas de empresas e pessoas físicas. O impacto financeiro é considerado elevado, com limite de até R$ 15 milhões bloqueados por alvo, além do sequestro de veículos de luxo.
Mirian chegou a ser presa e, posteriormente, teve a prisão convertida em domiciliar por decisão da Justiça. As autoridades afirmam que o esquema envolvia dezenas de pessoas e operava como um verdadeiro entreposto de drogas, abastecendo diferentes regiões.
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