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sexta-feira, 20 de março de 2026

CENAS IMPRESSIONANTES! Novas imagens mostram momento exato de queda de ponte entre Tocantins e Maranhão

Novos vídeos que circulam nas redes sociais revelam, em diferentes ângulos, o instante exato do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek (JK), que ligava os estados do Tocantins e Maranhão. As imagens mostram o momento em que a estrutura cede repentinamente, lançando caminhões e uma motocicleta no Rio Tocantins.

Nos registros, é possível ver que o tráfego seguia normalmente segundos antes do colapso. De forma abrupta, o vão central da ponte afunda, provocando a queda de veículos que passavam pelo local no momento da tragédia.

Relembre o acidente

O desabamento ocorreu no dia 22 de dezembro de 2024, por volta das 14h50, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Parte da estrutura cedeu e diversos veículos foram arrastados para o rio.

Ao todo, três motocicletas, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram com a ponte — dois deles transportavam cerca de 76 toneladas de ácido sulfúrico, enquanto outros levavam aproximadamente 22 mil litros de defensivos agrícolas.

A tragédia deixou 14 mortos, três pessoas desaparecidas e um ferido. Antes do colapso, moradores já denunciavam problemas estruturais na ponte, que havia sido construída na década de 1960 e passou por sua última grande reforma entre 1998 e 2000.

Um laudo da Polícia Federal apontou que a causa do desabamento foi a deformação do vão central, agravada pelo excesso de peso dos veículos.

Após o acidente, o que restou da estrutura foi implodido em fevereiro de 2025. A nova ponte, construída no mesmo trecho da BR-226, foi inaugurada exatamente um ano depois, em dezembro de 2025.

laudo

Nota do DNIT na íntegra

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que as questões relacionadas às indenizações seguem na Justiça e detalhou o andamento do caso:

O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.

Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.

Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.

No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.

A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.

intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas.

Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas.

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