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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Clube de futebol proíbe jornalistas de usarem roupas decotadas e causa revolta: "fiquei chocada"

O Clube Sportivo Ameliano, time da primeira divisão do futebol paraguaio, provocou polêmica depois de divulgar um código de vestimenta para jornalistas e fotógrafos que vão cobrir a partida contra o Olimpia, marcada para domingo (25), no estádio do clube, em Villeta.

O time proibiu o uso de shorts, blusas decotadas e roupas que deixassem o umbigo à mostra. A medida gerou críticas de profissionais da imprensa e, após as reações negativas, o presidente da equipe, Héctor Melgarejo, se manifestou publicamente.

“É uma loucura. Publicaram sem autorização”, declarou o dirigente, ao comentar o episódio. Ele também pediu desculpas aos profissionais de imprensa e destacou a importância do trabalho de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que acompanham a equipe.


O comunicado havia sido divulgado pelo departamento de imprensa do clube e recomendava que os profissionais utilizassem roupas mais adequadas. A justificativa seria para manter um ambiente considerado profissional, respeitando a imagem institucional da equipe.

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Para as profissionais mulheres, as orientações incluíam restrições a blusas decotadas e peças que deixassem o abdômen à mostra.

Fotógrafa reage à medida

A fotógrafa esportiva Adriana Caballero se pronunciou sobre a repercussão do caso. A profissional teve sua imagem associada à discussão sobre as regras estabelecidas pelo clube e afirmou que já esperava que algo pudesse ocorrer, mas que escolhia as roupas priorizando seu conforto.

Eu sempre me visto de acordo com o meu conforto . Quando li a declaração, fiquei chocada, mas pensei: é isso, mais cedo ou mais tarde isso ia acontecer e poderia prejudicar meus colegas”, disse a mulher em entrevista à rádio Rock and Pop

A polêmica levantou questionamentos no país sobre a imposição de exigências à aparência de mulheres que trabalham na cobertura esportiva, especialmente em um ambiente profissional.

O departamento de imprensa ainda afirmou que o clube recebe famílias e crianças nas arquibancadas, incluindo alunos das categorias de base acompanhados pelos pais.

A repercussão negativa, porém, levou o próprio presidente a esclarecer que o código não representava a posição oficial da instituição.