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terça-feira, 20 de outubro de 2026

"Lula está cagando para Amazônia”, diz Flávio ao ser cobrado sobre fumaça; Veja

O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem atuado para preservar a Amazônia e combater queimadas na Amazônia. A declaração foi feita em Manaus, onde o parlamentar cumpriu agenda nessa segunda-feira (19/10), após moradores presentes cobrarem uma fala sobre a fumaça dos incêndios florestais que atinge a região.

Vídeo:


“O Lula, além de não preservar a Amazônia, está de costas para a Amazônia. Nem o pedido de ajuda dos bombeiros aqui do Amazonas ele atendeu. O Lula está cagando para a Amazônia”, declarou Flávio.

Em 10 de outubro, o governo do Amazonas decretou situação de emergência em 36 dos 62 municípios do estado; a medida foi reconhecida pelo governo federal na mesma data. Foram mobilizadas 11 aeronaves, entre aviões, helicópteros e um cargueiro da Força Aérea Brasileira, além de 290 brigadistas federais.

Durante o discurso, o senador também prometeu que, caso seja eleito presidente, adotará medidas para ajudar o estado a combater as queimadas. “A partir de janeiro do ano que vem, vocês terão um presidente que vai ajudar o estado do Amazonas a combater as queimadas”, prometeu.

Flávio ainda disse que pretende transformar as riquezas naturais da região em benefícios para a população amazonense.

“Vocês terão um presidente da República que vai tomar conta da floresta, mas vai transformar as riquezas que Deus deu em riquezas para cada um de vocês, povo amazonense”, declarou.

Nesta terça-feira (20/10), Flávio cumpre agenda de campanha em São Paulo (SP) e Goiânia (GO).

Fumaça em Manaus

A declaração de Flávio sobre as queimadas ocorre em meio à crise provocada pelos incêndios florestais no Amazonas e que deixaram Manaus coberta de fumaça pelas últimas três semanas.

Entre 1º de setembro e 14 de outubro, o estado registrou 5.365 focos de incêndio, alta de 195% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em outubro, a fumaça atingiu a capital por nove dias consecutivos, prejudicando a qualidade do ar e alterando a rotina da população. A Prefeitura de Manaus suspendeu aulas da rede municipal em 9 de outubro e cancelou atividades ao ar livre.

Entre 1º de julho e 9 de outubro, 375 pessoas foram atendidas em serviços de pronto atendimento da capital por problemas relacionados à fumaça, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas.

O avanço dos incêndios também atingiu áreas de floresta e territórios indígenas. Na região do Rio Urubu, em Itacoatiara, um incêndio permanecia ativo havia mais de 40 dias em 15 de outubro.

A ação humana é apontada como um dos principais fatores para o início dos incêndios. As condições climáticas, entretanto, também contribuem para o agravamento dos incêndios. A vegetação seca, a baixa umidade e as temperaturas elevadas favorecem a propagação das chamas, enquanto o fenômeno El Niño pode intensificar as condições de seca e calor.

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