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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Ex-chefe de UTI deixa plantões e conquista 2º lugar em concurso desfilando de biquíni

A enfermeira Aline Limas, de 31 anos, trocou os plantões hospitalares pela passarela e conquistou o segundo lugar em um concurso de beleza realizado durante a Feijoada do Cacau, no último sábado (17), no P12, em Jurerê Internacional, Florianópolis. Natural de Joinville, em Santa Catarina, ela trabalhou por aproximadamente 11 anos na enfermagem, chegou a chefiar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atuou durante a pandemia de Covid-19.

A participação marcou a primeira experiência de Aline em um concurso com desfile e avaliação presencial. Acostumada à rotina hospitalar, ela conta que nunca imaginou que estaria desfilando de biquíni diante de jurados.

Passei anos trabalhando de uniforme e nunca me imaginei desfilando de biquíni para ser avaliada”, afirmou.


A enfermeira também revelou que, durante muito tempo, enfrentou insatisfações com a própria aparência. Para ela, participar da competição foi um desafio diferente de publicar fotos nas redes sociais, já que precisava encarar a avaliação ao vivo.

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@alinelimasofc | CO ASSESSORIA
@alinelimasofc | CO ASSESSORIA


“Eu sempre encontrava alguma coisa para esconder ou melhorar. Colocar um biquíni e desfilar sabendo que estavam me avaliando foi bem diferente de tirar uma foto e escolher qual publicar. Ali não tinha como selecionar o melhor momento. Eu precisava entrar e me sentir bem comigo”, relatou.

TRANSFORMAÇÃO FÍSICA

Ao longo dos anos, Aline estima ter investido mais de R$ 300 mil em cirurgias e procedimentos estéticos. Entre as intervenções que já tornou públicas estão mastopexia com próteses de silicone de 700 ml, lipoescultura no abdômen, nos flancos e nas axilas, enxerto de gordura nos glúteos e preenchimentos faciais.

Não fiz tudo para participar desse concurso. Foram mudanças que fui buscando ao longo dos anos, porque havia coisas que me incomodavam. As cirurgias mudaram meu corpo, mas desfilar colocou à prova uma segurança que eu também precisava construir”, explicou.

Mesmo depois de se preparar para a competição, Aline diz que não esperava conquistar uma das primeiras colocações. Ao observar as outras participantes, chegou a acreditar que elas tinham mais experiência e desenvoltura para desfilar.

“Eu olhava para as outras participantes e pensava que elas tinham muito mais jeito para aquilo. Passei anos trabalhando de uniforme, cuidando de outras pessoas, e não me enxergava naquele lugar. Ficar em segundo me fez perceber que eu não precisava ter começado como modelo para participar”, concluiu.