A Justiça do Ceará determinou o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto pelos crimes de feminicídio e indução ao suicídio no caso da morte da estudante Isabelle Caracristi, encontrada morta em 13 de setembro, em um condomínio de Fortaleza. Apesar da decisão, ele continua respondendo judicialmente por violência psicológica contra a mulher e fraude processual.
A decisão foi tomada na terça-feira (20) pela 5ª Vara do Júri de Fortaleza, após pedido do Ministério Público. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o inquérito policial concluiu, com base em laudos periciais, que a morte da jovem ocorreu por suicídio.
Com o arquivamento das apurações relacionadas aos crimes dolosos contra a vida, o processo foi encaminhado aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Fortaleza, responsáveis pela análise dos crimes remanescentes.
Investigação por outros crimes continua
João Munhoz Neto foi indiciado pela Polícia Civil por violência psicológica contra a mulher e fraude processual. As apurações apontaram possíveis ações após a morte de Isabelle, incluindo a limpeza do apartamento e tentativas de comercialização do imóvel.
O investigado chegou a ser preso preventivamente em setembro, mas deixou a prisão no início de outubro. Atualmente, responde em liberdade e utiliza tornozeleira eletrônica, conforme as medidas cautelares mantidas pela Justiça.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a mãe de Isabelle publicar vídeos cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha e pedindo justiça.
Em nota, a advogada Lígia Peixe, que representa João Munhoz Neto, afirmou que a decisão confirma o arquivamento das acusações de feminicídio e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. A defesa declarou ainda que continuará trabalhando para demonstrar a inocência do cliente em relação aos crimes pelos quais ele segue respondendo.
O processo tramita em segredo de Justiça.
Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram
