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sábado, 11 de julho de 2015

Adagro confirma caso de mormo no Caxangá Golf Club

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A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro) confirmou mais um caso de mormo em Pernambuco. Um cavalo que vivia no Caxangá Golf e Country Club foi diagnosticado com a doença na última quarta-feira e deve ser sacrificado e cremado ainda nesta sexta-feira (10). Segundo a Adagro, os outros animais do clube serão examinados, mas, a princípio, não será necessário sacrificar outros equinos. 
Altamente contagiosa, a doença é provocada por bactérias, que atingem equinos e pode ser transmitida para seres humanos. Apesar do risco, Erivânia Carneiro, responsável pelo controle da doença na Adagro, afirma que não há motivo para preocupação. "Os animais não convivem, as baias são separadas, e eles são submetidos a testes a cada três meses. Os exames estão sendo refeitos para garantir", explicou Carneiro, que garantiu ainda que nenhum caso da transmissão em humanos foi registrado no Brasil nos últimos anos. 
O animal contaminado foi trazido do Rio de Janeiro para Pernambuco em fevereiro deste ano e, segundo a Adagro, o animal estaria saudável quando chegou. "Ele foi para uma propriedade particular e quando chegou ao clube tinha exame negativo para mormo. Na quarta-feira um novo exame apontou a doença e as providencias já estão sendo tomadas para sanar o foco", explicou Carneiro. 

Segundo a responsável pelo controle do mormo no estado, trata-se da doença mais antiga do mundo. Segundo ela, há registros de focos por todos o país, com exceção do Acre, Amapá, Paraná e Distrito Federal. "É uma doença transmitida facilmente entre os equinos, que pode também atingir gatos, cachorros e outros animais", apontou. 
O Caxangá Golf e Country Club informou que só esta tarde é que irá se manifestar sobre o caso. 
Surto
Em novembro de 2014 a Associação de Defesa do Meio Ambiente de Pernambuco (ADEMAPE) alertou para o risco de surto da doença nos no Recife e em Jaboatão dos Guararapes. Já em 2015, dezenas de cavalos da Polícia Militar precisaram ser sacrificados depois de serem infectados pela doença. 
Saiba mais
O Mormo ou lamparão, é uma doença infectocontagiosa dos equídeos, causada pelo  Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. Manifesta-se por um corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, pneumonia, etc. Os animais contraem o mormo pelo contato com material infectante do doente: pús; secreção nasal; urina ou fezes.
Sintomas
Os sintomas mais comuns são a presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42ºC, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispneia.
Contaminação
Acontece pelo contato com material infectante (pus, secreção nasal, urina ou fezes). O agente penetra por via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (por lesão). O germe cai na circulação sanguínea e depois alcança os órgãos, principalmente pulmões e fígado.
Tratamento
O mormo apresenta forma crônica ou aguda, esta mais frequente nos asininos. Os animais suspeitos devem ser isolados e submetidos à prova complementar de maleina, sendo realizada e interpretada por um veterinário do serviço oficial. A mortalidade dessa doença é muito alta.
O que fazer
- Notificação imediata à Defesa Sanitária
- Isolamento da área da infecção e isolamento dos animais suspeitos
- Sacrifício dos que reagiram positivamente à mesma prova de maleina
- Cremação dos cadáveres no próprio local e desinfecção de todo o material que esteve em contato com eles
- Desinfecção rigorosa dos alojamentos
- Suspensão das medidas profiláticas somente 120 dias após o último caso constatado. 
- Bloqueio e suspensão do trânsito animal.
Blog: O Povo com a Notícia