Shakespeare pensou sobre justiça algo que me chega à mente nesse instante:
“O contrário de injustiça não é justiça, mas sim o amor. Porque toda
justiça que não se pratica por amor não é justiça, é vingança."
Não há paz, nada é justo, se não tiver amor. Onde o amor encontra
morada, estará sempre acompanhado da tolerância, do respeito e do perdão.
Exijo de mim uma palavra sobre o problema da violência em Floresta,
diante da angústia de todos. Calar não é papel meu.
O estado precisa cumprir com seu dever de dar mais segurança à população
- a polícia militar de maneira ostensiva e preventiva; a civil, cumprindo seu
papel investigativo. Por sua vez, o poder judiciário deve servir como
instrumento firme para fazer valer a lei. Tenho trabalhado por todas essas
medidas.
Verdade que às vezes tenho a sensação de que somente com essas ações não
chegaremos a lugar nenhum. Essa situação vivida em nosso município não é nova.
Para que isso seja resolvido de verdade, para que o sol volte a brilhar, é
preciso algo que não se encontra à venda, o estado não pode dar, não se busca
em cartório: precioso amor!
Anos se passaram, todos perderam, muitas pessoas já se foram vítimas da
violência, muito inocentes, e esses episódios ainda teimam em ser revividos
porque - falta amor.
A impunidade é ingrediente que fomenta a violência, na há dúvida; o
sentimento de desonra, o culto à pena de talião, que não engrandece ninguém,
acarreta na completa desarmonia de nossa sociedade. O que falta - repito - é o
amor: amizades devem ser cultivadas, prezada a harmonia e o convívio entre
todos dessa grande família, a Florestana.
Somos um só povo. Uma só gente.
Floresta já perdeu tanto. Ao longo do tempo deixaram de vir ações
governamentais, amigos e parentes deixaram a cidade, perdemos investimentos. Um
município alegre, de um povo do bem, não pode remoer capítulos tristes de sua
história para sempre. Hora de paz! Ninguém aguenta mais. Conclamo a todos para
que reflitam sobre tudo isso, busquem tocar o coração dos que agora estão
tomados pela raiva.
Quero crianças brincando nas ruas; pais frequentando as praças; jovens
se divertindo, homens e mulheres vivenciando nossa cidade.
Compartilhemos de espírito a palavra de Deus.
Deixemos que o estado cumpra sua parte, e façamos a nossa, exercitando a
paz, seguindo em frente, sem os fios impuros do ódio, de coração aberto, respeitando, perdoando.
Paz.
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