O departamento jurídico das
Testemunhas de Jeová avalia ingressar hoje (segunda-feira, 10) na Justiça
contra o criminalista Zanone Oliveira Junior por ter declarado que foi
contratado para defender o agressor de Jair Bolsonaro por uma pessoa ligada à
igreja. Desde que ele fez a afirmação, a igreja tenta contatá-lo para pedir que
diga quem da agremiação paga por seus serviços ou se retrate publicamente. A
avaliação é que o advogado envolveu a imagem da igreja no episódio, ajudando a
estigmatizá-la ainda mais. “Abominamos o que o agressor fez”, diz a igreja via
assessoria.
Aqui não. A igreja chegou a divulgar nota
pública para dizer que “Adélio Bispo de Oliveira (o agressor de Bolsonaro) e
sua família não são Testemunhas de Jeová ou têm vínculos com ela” e que
“lamenta” o ocorrido com o candidato.
Com a palavra. Procurado
ontem (domingo, 9) pela Coluna, Zanone já não é mais tão assertivo quanto aos
vínculos do contratante. “É uma pessoa que conhece o Adélio do meio evangélico,
não necessariamente Testemunha de Jeová”, disse.
Aceita. O perfil de Zanone no Facebook foi
alvo de críticas e ofensas. Ele diz estar acostumado, já que trabalha com casos
de homicídio há duas décadas. “Nenhum acusado será julgado sem defensor. Se não
for eu, outros virão”, afirma.
Aos fatos. Além de Zanone, o agressor de
Bolsonaro conta com outros três advogados. O fato chamou a atenção da PF, que
investiga se Adélio agiu sozinho. Desempregado, ele portava quatro celulares e
um notebook de última geração. A primeira hipótese é que os defensores se
apresentaram espontaneamente.
Na moita. A última pesquisa Ibope/Estadão
alertou analistas para o crescimento silencioso de Marina Silva (Rede). Poupada
pelos adversários, que centram os ataques em Bolsonaro, a uma avaliação é que
deixá-la correr sozinha pode ser um erro fatal.
Deixa que eu faço. Em pé de guerra com
Michel Temer, Geraldo Alckmin diz que, se eleito, não vai pedir ajuda ao atual
presidente para aprovar reformas ainda no atual governo. Temer tem afirmado que
pode ajudar o sucessor na tarefa.
Voto contra. Em 2015, o deputado estadual
Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável, votou contra a aprovação de
um projeto que classifica facas como armas brancas.
Mais embaixo. “Quando começarem a atacar as
pessoas com pedras, cacos de vidro, vamos proibir? A discussão não é essa; é a
impunidade”, disse na época. O projeto foi sancionado.
Eu de novo. Depois do veto ao registro de
Lula, o PT já lançou quatro tentativas (no TSE e no STF) para viabilizar a
candidatura dele. Lula quer que o STF dê a palavra final sobre as suas
pretensões eleitorais.
Haja Meirelles! Henrique Meirelles (MDB)
precisaria hoje de 120 anos no Planalto (30 mandatos) para reaver os R$ 45
milhões que doou do bolso à sua campanha. O salário bruto de presidente é de R$
30,9 mil.
Século XXI. A informatização do Judiciário
será uma das prioridades de Dias Toffoli no CNJ, órgão que assume na quinta. O
objetivo é facilitar a identificação de demandas repetitivas para auxiliar
juízes. (Via: Estadão
Conteúdo (Andreza Matais)
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