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No acordo homologado pela Justiça Federal do Rio, o "doleiro dos doleiros" disse que sua equipe entregava de duas a três vezes por mês quantias entre 50 mil e 300 mil dólares, destinadas a Roberto Irineu e João Roberto Marinho. A entrega dos pacotes de dinheiro seria feita dentro da sede da Rede Globo, no Jardim Botânico.
No acordo de delação premiada
homologado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, Dario Messer, conhecido como
o "doleiros dos doleiros" contou ao Ministério Público Federal do Rio
que fez entregas regulares de dólares em espécie para a família Marinho, dona
da Rede Globo.
De acordo com reportagem da revista Veja, publicada nesta sexta-feira (14), Messer disse
aos procuradores que a entrega dos pacotes de dinheiro acontecia dentro da sede
da Rede Globo, no Jardim Botânico. "Messer diz que um funcionário de sua
equipe entregava de duas a três vezes por mês quantias que oscilavam entre 50
000 e 300 000 dólares", diz a revista.
Ao MPF-RJ, o doleiro não apresentou provas das acusações. Ele disse que as
operações com a família Marinho se iniciaram nos 1990 e eram feitos por
intermédio de Celso Barizon, supostamente gerente da conta da família no banco
Safra de Nova York.
Pelo acordo de delação premiada, Dario Messer se
comprometeu a devolver aos cofres públicos cerca de R$ 1 bilhão. Ele ficará
ainda com R$ 3 milhões e um apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro.
De acordo com o delator, a pessoa que recebia o dinheiro na Globo era um
funcionário identificado por ele como José Aleixo. "O doleiro sustenta em
depoimento que os destinatários do dinheiro seriam os irmãos Roberto Irineu
(Presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo) e João Roberto Marinho
(vice-presidente do Grupo Globo)", diz a Veja.
Em nota à revista, a Rede Globo negou que Roberto Irineu e João Roberto
Marinho nunca tiveram contas não declaradas às autoridades brasileiras no
exterior e nunca realizaram operações de câmbio não declaradas às
autoridades.
Blog: O Povo com a Notícia
