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Desde as investigações até a deflagração da Operação Além Mar nesta terça-feira (18), a Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de 11 toneladas de cocaína. Ao todo, quatro organizações criminosas participavam do esquema, que envolvia transporte da droga por meios rodoviários, aéreos e marítimos.
Antes da deflagração, nesta terça (18), as investigações policiais levaram a prisões de envolvidos e apreensões de drogas nos municípios de Canapi (AL), Barueri (SP) e nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e no porto de Rotterdam, na Holanda.
Ao longo de 2019, 104,5 toneladas de cocaína foram interceptados por agentes da PF em todo o país, somando diferentes ações e grupos criminosos.
Até às 11h, 90 dos 139 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Dos 50 mandados de prisão, 27 foram cumpridos até o mesmo horário.
Com mandados da 4ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco, a PF também apreendeu, até às 11h, 46 veículos, três embarcações e oito aeronaves. Os aviões e helicópteros estavam nos estados de São Paulo, Pará, Pernambuco e no Distrito Federal. Até o mesmo horário, policiais federais haviam apreendido R$ 314.867,00 em espécie. O valor é a soma de quantias apreendidas em vários estados.
Criminosos trocaram aviões por helicópteros
A primeira fase de atuação dos grupos criminosos ocorria com o transporte de cocaína pela fronteira entre Brasil e Paraguai, nas cidades de Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, por meio de helicópteros.
“Diferentemente de outros esquemas de tráfico, que utilizam aviões privados e se submetem a toda a fiscalização do espaço aéreo brasileiro, a organização partiu para o uso de helicópteros, que são menos suscetíveis a esse sistema de fiscalização, mas tem menos autonomia do que os aviões”, disse a delegada federal responsável pelas investigações, Adriana Vasconcelos.
Com a necessidade frequente de abastecimento, os helicópteros saíam de São Paulo e paravam para abastecimento na região do município de Teodoro Sampaio (SP) e, depois, seguiam viagem rumo à fronteira paraguaia. “Chegando lá, era carregada a droga, o veículo era reabastecido e voltava para São Paulo para descarregar a droga”, explicou Adriana.
Ao chegar à capital paulista, a cocaína era colocada em compartimentos preparados antecipadamente para a ocultação da droga. Em seguida, o transporte ocorria por meio de caminhões para região de embarque marítimo. “Via de regra, na região Nordeste, mas também houve transporte para a região Norte”, disse a delegada.
A carga dos contêineres, segundo a Polícia Federal, era “contaminada” com a cocaína que era colocada nas bandejas do produto exportado. “Há também outro modus operandi, que é a colocação e retirada rápida da droga, que fica localizada na porta do contêiner. Nessa segunda técnica, muitas vezes o contêiner é retirado ainda no mar”, afirmou à delegada.
Blog: O Povo com a Notícia
