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O secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, defendeu que a retomada das aulas deve ser gradativa e que a prioridade será dos jovens que cursam atualmente o terceiro ano do Ensino Médio.
A posição foi dada durante debate na Rádio Jornal na
manhã desta quinta-feira (20), que contou também com a participação do
epidemiologista Jones Albuquerque e do presidente do Sindicato dos
Estabelecimentos de Ensino de Pernambuco, José Ricardo Diniz. O secretário, no
entanto, não
confirmou uma data para o retorno das atividades nas escolas
públicas e privadas, que estão com as aulas suspensas desde março devido à
pandemia do novo
coronavírus.
"Terceiro ano do Ensino Médio é quem tem que voltar primeiro.
Primeiro porque eles são os mais velhos, então têm mais condições de cumprir
protocolos. Segundo, eles não têm o próximo ano. É o último ano deles. Em
janeiro têm Enem, SSA, e são esses os que estão mais ansiosos, com mais
problemas de depressão", relata o secretário. Durante o debate, o
secretário também ponderou que existem riscos sociais que devem ser avaliados e
que podem ocorrer caso as atividades nas escolas não retornem ainda este ano,
como a evasão escolar.
"A discussão é que existem
riscos, sim, da retomada e existem riscos também de você não retomar. A gente
já tem uma parcela de crianças e jovens que estão sendo infectadas. Temos uma
população muito vulnerável, que não necessariamente o ambiente mais seguro é em
casa", completa. Segundo Amâncio, algumas séries poderiam ter o retorno
facultativo, com a continuidade das atividades de forma remota, e que o
processo deve ser voluntário, podendo as escolas, públicas ou privadas, mostrarem
se têm ou não condições de retornar.
Para o professor Jones Albuquerque, não é o momento de as atividades serem
retomadas porque, apesar da redução em alguns números relacionados à covid-19
em Pernambuco, o vírus ainda está circulando e, caso não haja controle, as
escolas podem, segundo ele, virar enfermarias de hospital em nível de risco.
"Os meninos brincando na rua estão muito mais seguros, infelizmente e
epidemiologicamente, do que dentro da escola", comenta.
Já o professor José Ricardo Diniz diz que é absurdo considerar que o ano
letivo está perdido. "O princípio é a prontidão, que é a escola estar
dentro dos protocolos exigidos e, com a data de início, ter a progressão no
retorno e o oferecimento de duas pontas (presencial e remoto). Isso vai fazer
com que a gente consiga estabelecer um ano letivo. Dizer que o ano letivo de
2020 está perdido, eu acho um crime de responsabilidade social",
acrescentou. (Via: Jc Online)
Blog: O Povo com a Notícia
