A defesa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida divulgou, na sexta-feira (13), uma nota afirmando que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, mente e que as alegações são “patéticas”. O jornalista foi acusado de perseguir o magistrado após ele elaborar uma série de reportagens.
“São ridículas e patéticas as acusações e, por isso, tornam-se ainda mais graves as violências perpetradas contra a privacidade, intimidade, vida privada, sigilo da fonte, liberdade de expressão e manifestação, de crítica e de imprensa”, disse ele.
De acordo com a nota, as acusações de perseguição contra Dino teriam sido motivadas por notícias que o jornalista divulgou afirmando que a família do ministro usa o veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) de forma pessoal. Luís Pablo foi alvo de mandados de busca e apreensão, determinados por Alexandre de Moraes, na quinta-feira (12).
Ainda na quinta, o STF havia divulgado uma nota onde alegava a necessidade de manter a segurança institucional do ministro Flávio Dino. Ainda conforme o comunicado, foi afirmando que o ministro havia sido vítima de “monitoramento ilegal”, em São Luís, sua cidade natal, em 2025, quando as reportagens foram produzidas.
“Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes. Esse material foi enviado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, seguindo-se a instauração do procedimento investigativo cabível”, declarou o STF.
A nota de Luís Pablo ainda continua afirmando que o comunicado do STF é “mentirosa” ao afirmar que o jornalista monitorava ilegalmente o ministro.
“Mente também quando afirma que foi divulgado quantidade e nomes de agentes. É mentirosa igualmente a acusação de ‘monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino’”, completou.
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