A guerra no Oriente Médio vem se apresentando como o estopim de uma disputa geopolítica entre Irã e Estados Unidos, com repercussões que se espalham pelo mundo e com o petróleo como um dos pilares do debate estratégico na economia global. E segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE), essa instabilidade tem influenciado diretamente a alta dos combustíveis em Pernambuco.
No último levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana entre 1º a 7 de março no Recife, o preço médio de revenda da gasolina comum chegou na casa dos R$6,66, com diesel em R$5,79. Na terça-feira (10), ainda sem os dados oficiais da semana pela ANP, os preços chegaram a casa dos R$7, com postos da região metropolitana flutuando entre R$7,45 e R$7,49 na gasolina comum e R$6,79 e R$7,19 no diesel.
A região Nordeste depende de 30% a 35% do produto da Petrobras, enquanto 60% a 65% vêm de importadoras ou de refinarias que seguem o preço internacional. Desse modo, quando o barril sobe, o impacto chega imediatamente nas distribuidoras.
Segundo o Sindicato, o aumento no preço dos combustíveis já era esperado. Isso porque grande parte da gasolina e do diesel consumidos em Pernambuco e no Nordeste não é fornecida pela Petrobras, mas importada ou produzida por refinarias privadas, como a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia.
O economista e professor Sandro Prado explica que Pernambuco é uma área particularmente sensível à alta dos combustíveis pois depende fortemente do transporte rodoviário para a logística de alimentos e a distribuição comercial. “Isso significa que o possível e esperado aumento nos combustíveis pode se refletir rapidamente no custo de vida da população da região”, explica.
Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram
