O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça quer que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conte na delação premiada não só os nomes de políticos e outras pessoas envolvidas no esquema, mas principalmente onde foi parar o dinheiro das fraudes no banco.
De acordo com fontes do Supremo ao Metrópoles, Mendonça acha essencial que Vorcaro indique o destino dos mais de R$ 50 bilhões, valor estimado do rombo que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) está pagando aos investidores prejudicados.
Além de saber onde está o dinheiro, o ministro quer que ele seja devolvido. Mendonça estudou esse assunto no doutorado. Sua tese se chama “Sistema de Princípios para a Recuperação de Ativos Procedentes da Corrupção”.
O trabalho ganhou prêmio em 2019 na Universidade de Salamanca, na Espanha. A tese veio da experiência prática dele quando foi diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa (DPP) da Procuradoria-Geral da União.
Nos primeiros depoimentos que deu, Vorcaro não explicou onde estão os recursos. O banqueiro diz que precisa primeiro ter acesso à liquidação do Banco Master, que está sendo feita por um liquidante indicado pelo Banco Central (BC).
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